Desculpa. Eu não tinha pensado em nada disso. Só causei problemas para vocês. Não estava lá muito bem naquele dia, só fiquei puta da vida porque todo meu esforço foi em vão. Fiquei com vergonha. Não só por ter chorado em público, mas vergonha de vocês. Nunca dei problema, eu sei. Só estava num mal dia.
Desculpa, desculpa. Eu nunca penso no que pode acontecer, sou irresponsável, sou criança. Não me olha feio por isso, foi coisa boba, eu nem me dei conta. Desculpa. Eu nunca quis fazer nada pra dar rolo, eu nem ia falar nada. Se eles não tivessem falado nada ia ficar por isso mesmo. Eu disse que eu não queria falar com ninguém por que eu sabia que se eu falasse eu ia só falar merda, tava nervosa. Não queria que eles tivessem ido falar. Não quis arriscar, eu nunca arrisco.
Sempre me mantive dentro das normas, as que eu criei pra mim mesma e as que me impuseram. Eu tenho medo do que eu não conheço. Não tinha escrito isso mesmo naquele texto? Então. Me baseei em mim mesma, Freud explica essa coisa de espelhar nos outros o que você vê em si mesmo. Sou medrosa. Já me viu fazendo alguma coisa errada? Não? Nem eu. Eu só minto. Minto, minto, minto. E agora isso tá me matando.
Preciso contar pra ele todas as minhas mentiras. Preciso explicar um monte de coisas, não quero que tudo continue assim. Tenho medo dele deixar de acreditar em mim. Não devia ter dito tudo aquilo, mas eu queria ter sido tudo aquilo. Aquilo é o que eu queria ter vivido, mas agora, agora que tudo isso precisa ser resolvido (e acho que ele também tem coisas a resolver comigo), acho que chegou a hora. Estou correndo o risco, mas se é preciso, eu farei o sangue correr pelas minhas veias e o frio entorpecer minha barriga. Mas eu preciso contar a verdade sobre mim.
Desculpa, desculpa. Eu nunca devia ter feito aquilo tudo. Eu sou precipitada, não penso em nada antes de fazer. Eu nunca pensei que isso pudesse se tornar algo, foi por isso que eu menti. Desculpa.
Mas o meu amor por você, ah! Essa é a única parte que não é mentira na história.
Desculpa.
Desculpa, desculpa. Eu nunca penso no que pode acontecer, sou irresponsável, sou criança. Não me olha feio por isso, foi coisa boba, eu nem me dei conta. Desculpa. Eu nunca quis fazer nada pra dar rolo, eu nem ia falar nada. Se eles não tivessem falado nada ia ficar por isso mesmo. Eu disse que eu não queria falar com ninguém por que eu sabia que se eu falasse eu ia só falar merda, tava nervosa. Não queria que eles tivessem ido falar. Não quis arriscar, eu nunca arrisco.
Sempre me mantive dentro das normas, as que eu criei pra mim mesma e as que me impuseram. Eu tenho medo do que eu não conheço. Não tinha escrito isso mesmo naquele texto? Então. Me baseei em mim mesma, Freud explica essa coisa de espelhar nos outros o que você vê em si mesmo. Sou medrosa. Já me viu fazendo alguma coisa errada? Não? Nem eu. Eu só minto. Minto, minto, minto. E agora isso tá me matando.Preciso contar pra ele todas as minhas mentiras. Preciso explicar um monte de coisas, não quero que tudo continue assim. Tenho medo dele deixar de acreditar em mim. Não devia ter dito tudo aquilo, mas eu queria ter sido tudo aquilo. Aquilo é o que eu queria ter vivido, mas agora, agora que tudo isso precisa ser resolvido (e acho que ele também tem coisas a resolver comigo), acho que chegou a hora. Estou correndo o risco, mas se é preciso, eu farei o sangue correr pelas minhas veias e o frio entorpecer minha barriga. Mas eu preciso contar a verdade sobre mim.
Desculpa, desculpa. Eu nunca devia ter feito aquilo tudo. Eu sou precipitada, não penso em nada antes de fazer. Eu nunca pensei que isso pudesse se tornar algo, foi por isso que eu menti. Desculpa.
Mas o meu amor por você, ah! Essa é a única parte que não é mentira na história.
Desculpa.