domingo, 26 de dezembro de 2010

Gasolina.

E eu quero mais é que tudo se exploda! Que o circo pegue fogo, e que você não tenha a quem recorrer quando precisar de ajuda. Que vire uma bagunça! Será que você vai aguentar o tranco? Um dia desses, num desses nossos esbarrões casuais, quem sabe você não implore pra eu voltar?

Quero mais é que você grite por socorro, perca o fôlego, fique com fome, procure caminhos sem saída. Quero que você tente me achar, quero que se mate de cansaço, e mais ainda: que engula todas as palavras que você me disse. Tomara que você se engasgue com todas elas e morra, mande um beijo pro tio San por mim, ok?

Corra, corra, corra, corra, não ache a saída. Você é burro demais para achá-la.

Quando precisar de mim, eu não vou estar aqui. Apenas me procure desesperadamente, faça o que for, mas eu não vou voltar.

Quando seu corpo estiver em chamas, pode ter certeza que eu serei a pessoa com uma garrafa de gasolina mais próxima. Mas, se me dá licença, eu vou sumir.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Por algum motivo...

...eu já não consigo mais sentir sua presença.

Seria isso um aviso?

domingo, 19 de dezembro de 2010

Não, eu nunca vou ser a preferida.

Não guardo nenhuma recordação de alguma vez ter sido melhor que ela, não, nunca. Guardo as lágrimas atrás dos óculos de grau, atrás dos olhos, e se elas teimam em sair, vou até o banheiro, tranco a porta, dou-me apenas alguns segundos para recompor-me, olho para o espelho, "Tudo bem, vai passar. É apenas coisa da sua cabeça, meu bem.", respiro fundo, dou descarga mesmo sem haver nada ali, lavo as mãos, e volto normalmente, como se absolutamente nada houvesse acontecido. E sempre, sempre foi assim.
A Preferida nunca sofreu com nada assim. Quando chora, chora escandalosamente para que eu e o mundo possamos ouví-la e ampará-la, e não há mal nisso, é sempre normal. Sempre há motivo.
Se vissem aqueles poucos segundos meus no banheiro diriam "Ciúmes, é normal.".

Não, não é normal.

Portanto, Preferida, não roube de mim o que é meu. Eu apenas quero que duas coisas fiquem comigo: minha melhor amiga, e meu namorado (se algum dia eu tiver um). Quanto ao pai e a mãe, pode ficar. Um dia eles irão entender, não é mesmo?

Não, não é.

Não, Preferida, você não tem culpa de ser a melhor filha. Eu já não me importo, por tantos anos foi assim e mais uma vez ou outra eu aguento. A solidão se tornou minha melhor amiga quando tudo estava dando errado, não há nada de errado em ficar sozinha, mas você não sabe como é isso, não sabe como é não ser a preferida.

Nunca fui e nunca serei. Tudo bem, pode ficar com isso. Eu não quero. Mas mande-me lembranças quando eu estiver longe daqui, quando eu puder chorar abertamente, quando eu for eu mesma e quando isso tudo for passado. Mande-me uma carta, uma foto, qualquer coisa, mas não traga-me de volta para esse inferno, Preferida. Que fique aqui você, eu tenho sonhos bem maiores.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Desejo.

Eu tenho medo. Um medo tão grande do que pode não acontecer, do que pode não dar certo, do que pode não ser, e principalmente dos "podem não" que rondam minha cabeça vinte e sete horas por dia.

Tenho sonhos tão grandes, tão insaciáveis, tão meus, tão peculiares e cheios de prosa, sem sentido algum, mas tão eu, e eu mentiria para te proteger. Deus, como eu sinto sua falta.
Eu sou incansável, insatisfeita, intolerante, impaciente, insensata, insuportável, e irracional (o máximo possível) que já não aguento mais viver nesse corpo. Eu queria ser normal, eu queria aquilo, aquilo outro, mas eu não consigo.

Como eu gostaria de tirar uma foto de corpo inteiro sem me sentir gorda. Esse provavelmente deve ser meu maior desejo. Qual o problema com esse maldito corpo? Qual o maldito motivo dessa forma horrível? Eu já não aguento ficar comigo mesma, não aguento ser isso, só isso.

"Siga seus caminhos misteriosos para que consigas fazer seu milagre, pois o sofrimento se transformará em remédio para seu corpo e sua alma."

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Relembrar o passado...

pode ser doloroso o suficiente para querer escrever.

Quantas, quantas vezes eles me ignoraram completamente quando eu só queria ser um pouco popular? A vida sempre foi solitária, e particularmente, isso sempre foi o que mais doeu saber. Eu era só uma menininha que achava que tinha sonhos, até eu passar a viver o sonho. Talvez viver o sonho seja demais, não vivi-o completamente, mas a parte que eu vivi, Deus do céu, como me arrependo amargamente de tê-la vivido.

Caí fundo demais no poço da ilusão. Fundo o bastante para achar seu fim e dar bem com a cabeça naquele chão frio e duro. Me lembro da dor, ah, que dor!, mas dor passa, só o que ficam são as cicatrizes de um tempo triste.

Pensei que talvez fosse melhor não acordar no outro dia. Ameaças, xingamentos, risadas, besteiras, coisas que ninguém merece ouvir, todas juntas no mesmo pacote. Como era possível que tudo viesse assim, de modo tão bruto? Como eu pude me rebaixar ao nível de enganar alguém (que também lá não é gente das melhores) para conseguir sair da maldita solidão?
Fui baixa, confesso. Também confesso que tudo depois veio no mesmo nível.

Caótico. Já estava até me acostumando com aquela vida. Apenas eu, ela e o banco. Amigos inseparáveis. Foi a única pessoa que não me abandonou nem um segundo se quer. Ela sabia que eu precisava dela, e que não era qualquer coisa bobinha, eu precisava de verdade.

-- Você ainda se lembra disso?
-- Me lembro com todas as letras, todas as lágrimas, todo o ódio, tudo.
-- Como você conseguiu superar?

Acordar todas as manhãs era algo que eu realmente desejava que não acontecesse. Mais um dia, mais tormento, menos lugares para fugir.
Fugir. Fugir era absolutamente tudo que eu queria fazer. Imagine só ir para um lugar bem distante daqui e levá-la na bagagem? Que sonho! Mas eu não podia fugir daquilo para sempre, hora ou outra eu teria que enfrentar, eu já sabia.
Como doía. Ah, como doeu.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Errar.

Por que está me cobrando tanto de uma coisa que você sabe (ou ao menos achava que sabia) que eu não sei admistrar? Qual seu problema? Eu não sou uma máquina, não sou.

Se você cometeu o grave erro de criar um ser independente, isso já é problema unicamente seu. O que você quer que eu seja? Não, eu não quero ser o que você quer que eu seja. Apenas entenda que as minhas meras opiniões não são só opiniões, elas vão mudar minha vida toda e você não vai conseguir me impedir.

Me deixe errar sozinha ao menos uma vez na vida. Será que você não consegue entender que eu quero errar e que eu quero me arrepender e depois me acertar? Eu nunca fiz isso na vida!

Não passei apuros, não gritei, não chorei, não ri, não corei, não entendi, não fumei, não dirigi, não quis, não me importei, não fiz, não deixei, não achei, não perdi, não ganhei, não editei, não andei, não, não, não. Eu nunca fiz nada, nada.

Essa sua surpresa de ver como eu sou ao menos uma vez na vida não me chocou, você é totalmente previsível. Você realmente acha que eu sou bobinha, bestinha, tontinha, mas eu não sou. Não vou cometer o mesmo erro que você de acabar nessa vida infernal e não realizar nenhum dos MEUS sonhos em função dos sonhos dos OUTROS. EU NÃO SOU ISSO!

Eu sou egoísta, egocêntrica, idiota, feia, estúpida, retardada, incompreensível e posso ter todos os defeitos do mundo, mas quando eu quero, ah minha filha, quando eu quero eu faço de tudo e mais um pouco, mas eu consigo.

Que fique claro que eu não tenho culpa se você não aprendeu a voar. Minhas asas estão aqui e eu não vou deixá-las pra trás. Se você não sabe quem eu realmente sou, não é problema meu.

Não sou um objeto, não sou você, não sou ela, não sou ele, eu não sou ninguém além de mim, e você não vai conseguir me tirar isso.

O maior erro foi seu: deixou que eles fizessem sua cabeça e não aprendeu a ser você.


Você pode ter certeza que eu não cometerei esse erro.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Copo.

No espelho apenas uma imagem que já não é mais minha, apenas um corpo transparente, tão carente, e que quase não se nega a nada. Um corpo, só um corpo, preso a um copo. Copo sem fundo, apertado, e que quase rouba o fôlego. Só um copo, copo comum.
Copo que gostaria de quebrar, trocar tal carcaça por algo que não é meu, não sou eu, não sou. Trocar o miolo, talvez, seja a melhor solução para a solidão e para as consequências.
Apenas, apenas a cor, o laço, o traço, a cabeça e o copo, a carcaça nua, tão crua, tão ela, tão dela, e tão desanimada numa singela noite fria de sexta-feira. A última feira não lhe trouxe a folga, mas a folga, ah, ela já não sabe mais onde se escondeu, ou quer onde que se encontre.
O sono, cansaço, tédio, e o relaxo, ela sabe. E como sabe!

Copo, apertado, aguado e sem gosto, troque o miolo, troque a vida.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tenho sentido sua falta. Mal posso esperar para te abraçar mais uma vez.

Onde é que você se meteu, sr. Fujão?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sonho, sempre.

Os tantos que eu tinha, deixei para trás com as más recordações mas esqueci que mesmo sendo deixados para trás, eles não deixaram de existir. Quietos, lá estavam eles, parados naquela esquina, esperando como crianças órfãs com as mãos apertadas, que seguram com força a esperança de acharem seu verdadeiro paradeiro, um distante, e que talvez nem ao menos exista.

A vida toda me prendi a fatos reais, nunca quis me machucar, sair da área de conforto, mas agora, você simplesmente não sai mais da minha cabeça.
O senhor pode fazer o obséquio de se retirar daí? Pode vir até aqui para me apertar com força e sentir meu calor? Pode me dar mais uma dose dessa maldita dose viciante que é essa sua pele que eu nem ao menos experimentei? Gostaria de me servir mais alguns de seus doces beijos que me perseguem em meus banhos? Poderia tocar mais uma música para mim?

Poderia... Poderia nunca mais me deixar?

Sonho com você. Sempre.

Sempre.

domingo, 24 de outubro de 2010

Medo, passe, por favor.

Eu sou a pior pessoa do mundo. Eu sou egocêntrica, egoísta, possessiva, ciumenta, sem caráter, e... Medrosa.

Sempre tive medo da perda. Eu sempre achei que eu fosse forte (ou sempre quis ser) e numa situação tão bobinha como essa, meus olhos chegam à ficam inchados e vermelhos, as lágrimas quase já se acostumam com o toque do meu rosto e eu continuo com medo. Muito medo.

Não, ninguém nunca entenderia isso. Eu só vou fugir e fingir ter esquecido disso.

A endorfina que minhas lágrimas fizeram meu cérebro produzir já não faz mais efeito, e eu já não me lembro como me acalmar. Meu Deus, como eu sou egoísta...

Nunca soube expressar raiva, ou qualquer outra emoção se não fosse por lágrimas. Essa provavelmente vai ser sempre uma das maiores frustrações da vida. Eu ainda vou acabar adoecendo dessa maneira.

Você já teve a sensação de ser a pior pessoa do mundo, e, por cima de tudo, ter na boca o gosto amargo do medo?

Isso é só medo, e medo... deveria passar.

Essa é a primeira vez que eu não tenho certeza se isso vai passar.


Medo, passe, por favor.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Minha versão masculina diria... - Parte 1

-- Ah... Ela estava sempre andando sobre seus saltos altos com aquelas coxas formidáveis. Sua pele morena quase me entorpeceu, e seu sorriso quase me cegou. Ela era definitivamente muita areia pro meu caminhãozinho com pneu furado: aqueles olhos quase gritavam que eu nunca iria tê-la nas mãos, aqueles olhos intensos. Ah, que olhos! Escuros como jabuticabas e pequeninos como pitangas. Eles combinavam perfeitamente com seu cabelo meio cacheado, seu nariz, e seu rosto com formas tão divinas que quase furavam os olhos desse pobre coitado que sou eu...
-- Se ela era tão divina, por que estava na Terra? -- Meu neto me perguntou.
-- Digamos que ela... Que ela... Que ela não fosse das mais santas. Com certeza aprontaria muito se continuasse por aqueles lados lá de cima. -- Ele me olhou com eles imensos olhos brilhantes. -- Se continuasse por lá, com certeza causaria à outros santos o pecado da luxúria, coisa que com certeza não seria tolerado.
-- Mas que coisa... -- Ele apoiou a cabeça em uma das mãos numa posição pensativa. -- Conte-me mais sobre ela, vovô.
-- Ela tinha cintura fina (e ah, que cintura!) que minha avó costumava chamar de "cintura de Bá".
-- Quem era "Bá"?
-- Provavelmente alguma escrava que tinha naqueles tempos. -- Fiz uma pequena pausa. -- Tínhamos muitas escravas bonitas naquele tempo. Se não me engano, ela era bisneta de uma de nossas escravas. Não era negra nem mulata; apenas era morena clara, mas se ficasse muito tempo sem tomar sol poderia ficar branca como sua mãe.
-- A mãe dela era branca?
-- É. A mãe dela era filha de um húngaro alto, cheio de pose, e muito cobiçado pelas moças quando novo. A mãe da mãe dela era filha de italianos. Era lindíssima mesmo depois que se tornou uma jovem senhora.
-- Como a mãe dela era?
-- A mãe dela ou a mãe da mãe dela?
-- A mãe de sua paixão da mocidade.
-- A mãe dela era... Alta, loura, olhos grandes e verdes como as árvores da praça em que a família de minha paixão vivia. Tinha seios fartos assim como a irmã de minha paixão... -- Ele me interrompeu.
-- E sua paixão? Tinha...? -- Ele fez uma concha com cada mão e balançou, simbolizando peitos.
-- Não, ela não tinha muito. Era só o suficiente. -- Suspirei por um segundo. -- Mas tinha lindos quadris e pernas invejáveis.
-- Minha avó chegou a conhecê-la?
-- Acredito que não.
-- Minha avó era mais bonita que ela?
-- Não conte pra ela, -- Eu sussurrei. -- mas Bia era muito mais bonita, mas sua avó era charmosíssima. Além do mais, Bia não era menina pra casar. Aliás, ela odiava pensar em casamento. Ela queria mais viajar o mundo, curtir uma paixão intensa... Mesmo porque ela nunca seria mulher pra se tornar mulher de casa. Meus pais nem poderiam sonhar que eu saía com a ''sirigaitazinha'' do bairro.
-- O que aconteceu depois?
-- Acredito que de forma ou de outra ela tenha se casado com um canalha qualquer que seus pais encontraram por aí. -- Suspirei novamente. -- Ele provavelmente não aproveitaria seus beijos doces e muito menos tocaria suas mãos macias carinhosamente. Me lembro de ter ouvido boatos do se casamento.
-- O senhor chegou a conhecer o marido dela?
-- Não. Se tivesse conhecido, talvez não estivesse aqui para contar a história. Diziam que ele dava o dobro de mim e que tinha cara de bêbado, de homem que bate em mulher, sabe?
-- Ela disse algo sobre o casamento?
-- Não, mas foi sorte que não tivesse dito. Talvez eu fizesse alguma loucura só pra ficar com ela.
-- O senhor falou com ela depois disso?
-- Não. Não fui corajoso o suficiente para ir atrás dela para ir confirmar a história, e nesse meio tempo eu conheci sua avó, então, acabei desistindo dela.
-- Você ama mais minha avó do que ela?
-- Mas é claro! -- Menti.

Continua...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tempo.

Os dias tem sido longos, cansativos, e principalmente sem sentido. De que é que adianta viver se não há o maldito amor? Não consigo entender qual o pecado em querer ser amada, ainda ter esperanças de algo que talvez não venha tão cedo ou quem sabe nunca.

Então, Tempo, mude as perguntas, faça que o sentido volte, ou melhor, que a falta dele volte. Me dê forças para tentar encontrar o seu paradeiro. Eu ainda acredito no amor, e vou deixando você me levar até que os desejos adormecidos em seus lábios acordem e me levem ao infinito.

Tempo, não seja tão cretino comigo!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O nome dela é Vingança. -- Parte 1.

Uma vez, alguém com a ausência dela, me disse ainda a amava.

-- Como se pode amar algo que te faz se sentir mal? -- Perguntei inocentemente.
-- Como se pode amar algo que só te faz bem? -- Ele perguntou, rebatendo minha pergunta.

Calei-me. Pensei, por um segundo, que amar algo que só te faz bem é inevitável, porém, cansativo. Nunca fui o tipo de pessoa que gostou daquilo que apenas fez bem, nunca tive paciência pra esse tipo de coisa justamente por querer me fazer mais melosa.
Não sou melosa e ponto. Ninguém vai tirar isso de mim. Eles não de precisam de demonstração de afeto em público. Aliás, se depender de mim, eles não precisam nem nunca vão precisar de afeto nenhum. Só aquela falsidade toda já basta para encher seus "corações" (se é que eles tem um) de alegria.

-- Bem, -- Eu tentei dar uma resposta ainda melhor. -- Não se pode amar algo que só te corrói os ossos.
-- ... assim ficará com osteoporose. -- Ele soltou uma risada que nada me agradou.
-- Como pode brincar com uma coisa dessas?! -- Perguntei franzindo o cenho por conta de tal indignação.
-- Corroer os ossos envolve diversos processos, e , apesar de não conhecer nenhum deles, me pergunto se não há realmente beleza nisso tudo.
-- Beleza?! Mas você só pode estar ficando louco! O que há de belo em corroer ossos? -- Eu quase gritei.
-- Ela me abandonou há muito tempo, se lembra? -- Ele fez uma pequena pausa e suspirou. -- Ainda sinto teu cheiro e a sensação que me dava entre as tripas só de imaginá-la chegando. Deus! Que mulher!

Ele sempre suspirava ao falar dela. Sempre. Suas pernas eram as melhores, seus olhos os mais intensos, sua boca a mais carnuda, teu cabelo o mais brilhante, e blá-blá-blá! Ele nunca percebeu minha presença, nunca me tratou como um ser do sexo oposto, sempre foi... sempre foi... "Amigona". Já estou cansada de tal tratamento. Será que é tão difícil para ele ver que eu o amo? Será que...?

-- Qual era o nome dela? -- Perguntei pouco animada.
-- Vingança. -- Ele respondeu com seus olhos brilhando. -- Nunca achei ninguém tão interessante quanto ela.

Vingança. Aquele nome me pareceu familiar mas não perguntei se cheguei a conhecê-la. "Nunca achei ninguém tão interessante quanto ela", ah, se ele soubesse o quanto escutar isso me dói o coração...

-- Por que... -- tomei coragem e continuei -- por que ela já não te quer mais?
-- Ela era independente demais. Vivia pulando de galho em galho à procura de um bom parceiro para colocar em prática seus sonhos. -- Ele suspirou -- Eu era jovem demais, não poderia entender o porquê de tudo aquilo. Ela sempre me dizia que eu nunca seria sagaz como ela. Sempre tentava me envolver em seus planos malucos já que era demasiadamente sonhadora. -- Ele fez outra pausa.-- O que eu mais queria era ser um desses seus sonhos.
-- Que tipo de sonhos ela tinha? -- Ele já estava começando a irritar-se por estar sendo bombardeado de perguntas.
-- Sonhos que ninguém jamais imaginaria. Ela era inteligetíssima. Poderia fisgar até o presidente, se necessário. Fazia qualquer coisa para conseguir o que queria.
-- Mas o que ela queria de tão importante?
-- Ela queria o mundo à seus pés, e logo conseguirá.
-- Ela é famosa?
-- Sim, muito.
-- Por que não a conheço?
-- Ainda é muito jovem para conhecê-la.
-- Por que sempre me trata como criança? -- Eu gritei -- Não tenho cinco anos! Não tenho!
-- Você age como tal.

Continua...

domingo, 3 de outubro de 2010

Intensamente.

Não entendo o que há de errado em amar.
Independente de sexo, raça, cor, amor é amor
E ninguém vai mudar.

Se tiver vontade,
Faça.
Torne verdade,
Esqueça a sociedade
E a apenas viva

Intensamente.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Não se é, talvez, pela minha pouca idade que ainda tenha muita imaginação. É só uma maneira de esquecer de mim mesma e me divertir, você não tem porque se preocupar. Provavelmente, no futuro, quando tiver um emprego, uma casa, irei sobreviver de minha imaginação. Quero trabalhar com arte, música, literatura e tudo que envolva essa minha criatividade.

Tenho planos. Muitos deles acabei deixando para trás por falta de inspiração. Não é que eu não gostasse deles, ou achasse que eu precisasse de sonhos melhores, é só que a vida mudou, minha cabeça mudou, e as coisas já não são tão divertidas como antigamente.

Hoje vi umas fotos, sorri. Aquele lugar vai fazer parte da minha vida pra sempre, e eu, sinceramente, me orgulho de ter feito parte daquilo. Tanta coisa que se perdeu na memória e que eu não daria importância na época, hoje, são coisa que me fazem pensar. Aquele meu sorriso malandro e ao mesmo tempo inocente não foi mera coincidência, aquela foto... É quase como eu mesma estampada num papel. Engraçado, não acha?

Decidi que viveria, à partir de hoje, bem mais do que eu sempre sonhei, não, muito mais!


É, eu sou assim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quimeras.

Uma das poucas coisas que nos fazia iguais era a beleza, ou a falta dela, se quer saber. Eu gostava de como as coisas eram. Não que eu não queira que você não se dê bem na vida ou qualquer coisa assim, é que... Essa tal falta de 'beleza' foi uma das coisas que nos tornou amigas. A falta de beleza, os medos, os objetivos, os sonhos...

Me senti como uma Quimera. Um ser mitológico com várias cabeças, sem forma definida e destemida quando preciso. Quimera também tem o significado de sonho fantástico, coisa que ronda minha mente com frequência.

Será que mataram minhas Quimeras?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aproveito outra noite solitária para escrever. Ah, como eu amo a noite. Sentar, escrever, me sentir melhor. Estampar-me na tela do computador de alguém e sentir tua falta. Ah, como sinto sua falta. Esse vazio tão intenso que me corrói a alma e não me deixa em paz é apenas parte de minha insaciável saudade de ti.

Talvez minha saudade não seja de você. Seja de mim mesma.

Você se lembra daquela menina que vivia com um sorriso na cara e sabia que ela seria o que quisesse e que ninguém tiraria sua confiança em si mesma dela? Pois é, ela teve que crescer, procurar inspiração em coisas novas, fazer novos amigos, brigar de verdade, manter a calma e ser paciente.

A paciencia dela já foi pro saco faz muito tempo. A única coisa que ela quer fazer é escrever e dormir.

É, dormir seria ótimo agora.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Inspiração (ou a falta dela).

A falta da maldita inspiração
Me corrói os ossos,
Me aperta os olhos,
Dói o coração,
E o pior:
Me faz fazer dramalhão! 

Pensei, "tudo bem,
logo ela volta."
Deitei-me naquela tarde, 
Dormi mal, devo ressaltar,
Pensando na próxima idéia
Que ela iria me assaltar.

Ela ainda não voltou
Deve ter se perdido no caminho de volta
E acabou que tropeçou
Numa ladeira na qual
Ela e minha nota caíram juntas.

Voaram como dois passarinhos!
Teriam elegância pra quem visse, 
Mas pra mim, aqueles dois desgraçadinhos,
Só serviram pra uma coisa:
Impedir-me que dormisse. 

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Essência.

Essência. Pessoas tem essência, só não sabem exatamente como encontrá-la.

Essência é aquilo que faz de você ser um ser único, sem igual. Algo especial. Alguém sem o qual alguém sentiria falta. Essência... É o que faz com que as pessoas inovem. É como uma pessoinha na sua cabeça te dizendo o que é ser você, como agir, como pensar, qual sua opinião, e que faça você questionar.
Pense em gêmeos siameses. Ambos viram a mesma coisa a vida toda, no entanto, tem personalidades diferentes, opiniões diferentes, gestos diferentes.
Existem pessoas com essência acentuada, aquelas que precisam jogar na sua cara o que elas são e como gostam das coisas. Existem pessoas que deixam suas essências de lado e apenas seguem o que a essência das outras pessoas dizem para elas. Existem também as que tem sua essência acentuadíssima, mas preferem usá-la apenas quando necessário, apenas para guardar para si próprio, tirar suas próprias conclusões e ficar no seu canto.
O último tipo de pessoas, eu as admiro muito. São simplesmente geniais, prontas para qualquer coisa, prontas para qualquer pergunta e pegadinha da vida. Costumam ser pessoas que não são notadas constantemente pelas pessoas, e isso, sinceramente, não é uma coisa que as incomoda. Pelo contrário; elas gostam de não ser notadas. Elas tem medo de que sua essência mude a essência das pessoas que se deixam levar. De certo modo, são pessoas egoístas. Preferem engolir seus próprios sapos e deixar a vida correr. A maioria dessas pessoas se sentem incomodas por ter essência de tal tipo; a única coisa que não sabem, é o que fazer exatamente com ela.
Mas como se pode mudar uma coisa que não se muda? Na verdade, a essência não é mudada. É apenas deixada de lado. Não tem segredo.

Você tem sido sua essência? :)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Perguntas diárias.

Será que comi demais? Meu Deus, o que será que eles estão pensando de mim? Será que eu estou gorda demais? Será que eu sei ser eu mesma? Eu sou alguém com personalidade própria? Sou uma pessoa crítica ou "tanto faz"? Somente eu sou insegura? Por que sinto-me tão desconfortável? Será que eu vou ter coragem o suficiente? Será que eu vou dormir rápido essa noite? Será que amanhã vai dar tudo certo? Será que eu vou conseguir? Será que as fadas existem? Será que a minha teimosia vai me fazer perder coisas? Eu poderia estar muito bem na cama, por que levantei? Será que eu vou me sentir melhor? Será que essa tosse vai passar? Vale a pena ser a "menina pra casar" e não fazer nada em minha vida? Será que essas determinações irão me mudar? Eu conseguirei ser eu mesma? Eu finjo estar bem? Eu escuto o sons do amanhã? Eu quero mais? Eu quero você? Eu quero agora?

Minhas perguntas diárias algum dia irão se cessar?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Perguntas malditas.

Tudo igual. Igualzinho! Ah, que loucura. Num dia estou na melhor fase da minha vida, e n'outro, eu estou me afundando. Cansada. Já não quero mais essa monotonia. Devo admitir que por um tempo foi bom, mas agora, já chega.

Tive inveja, devo admitir. Tive vontade de ser você, de estar no seu lugar, de conhecer novamente tuas entranhas. Não sei exatamente se eu tive esse sentimento desde sempre, ou se é apenas um sentimento repentino.

Será que ninguém percebe tantos olhos tristes espalhados por aquele inferno? Será que ninguém entende o real significado da maldita solidão? Será... Será que os seres humanos deixaram de pensar? Não era isso que os faziam especiais? Não era a maldita capacidade de amar? Não era tudo isso?! Onde foi parar a droga da compaixão? Da vida? Da alegria? Onde? Será que algum idiota pode me responder? Ou será que ninguém nem se quer sabe disso? Ou fingem não saber disso? Cadê? Cadê o que eu esperava? Cadê? ALGUÉM NESSE MUNDO PODE ME RESPONDER ESSA PERGUNTA MALDITA?

sábado, 14 de agosto de 2010

Frustração.

Já não sei nem entendo como superar isso. Será que dá mesmo pra superar? Será que isso vai ficar pra sempre comigo? Será que eu nunca vou conseguir ser alguém?
Eu rezo todos os dia pra que eu ache uma solução. Todos os dias, todos os dias, todos os dias... Parece que nada se resolve. Não era pra ser nessa parte da história que alguém aparecia pra me salvar?

Frustrada. Frustradíssima...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Por algum motivo, eu estou me sentindo bem de novo. Isso é bom.

-- Você acha que esse semestre vai ser bom? -- Perguntei a ela.
-- Não. Acho que vai continuar tudo igual.
-- É. Eu também. -- Menti.

Vai ser tudo igual?

domingo, 18 de julho de 2010

Por um momento eu quis estar no meio deles.

-- Você sabe que não vale a pena. -- Ela me disse pacientemente, com uma das mãos em meus ombros.

Fomos ao banheiro. Nem mesmo naquele lugar, o qual era considerado sagrado para nós, onde as fofocas e risadas rolavam soltas, pude ter um minuto de paz. Nada vai mudar. Eu sei disso. Eu nunca mais vou estar entre eles. Me dói um pouco saber disso, sabia? 
Quero acreditar que ela esteja certa. Quero acreditar que eu não estou perdendo tempo, mesmo pensando que sim. 

Eu definitivamente não posso mais chamar aquele lugar de casa. 

Antigamente eu gostava de lá. Gostava de verdade, juro. 

Eu sou só um ser humano qualquer. Tenho meus desejos guardados, ou melhor: trancados, dentro de mim. É quase impossível aguentar tanta pressão. 

-- Daria tudo pra fugir daqui. -- Eu disse com os olhos cheios de lágrimas.
-- Eu também, mas agora não tem jeito. Você sabe como é. 
-- Você acha mesmo que alguma coisa pode mudar?
-- Bem... -- Ela pensou um pouco -- Acho que só por meio de um milagre.
-- Eu já não aguento mais. É tudo tão doloroso. Parece que me enfiam estacas a todo momento.

Ela me olhou e abaixou a cabeça. Para ela também devia ser doloroso. 

Eu me lembro daquele dia como se fosse hoje.

sábado, 17 de julho de 2010

Finalmente achei a porta da saída. Por um momento fiquei tão feliz por encontrá-la para sair desse inferno, mas ao mesmo tempo eu não sabia se era melhor sair de lá eu mesma, ou esperar alguém abrir a porta.
Tomei minha decisão: saíria sozinha daquele lugar.Ao girar a maçaneta, percebi uma certa dureza. Parei. Novamente, girei conformada de minha decisão. A maçaneta caiu em minhas mãos (literalmente).

Fiquei aos prantos em posição fetal. "Agora só me resta esperar que alguém abra a porta..."

Será que isso foi um sinal?

sábado, 10 de julho de 2010

Eu amo ficar sozinha aqui.
Eu posso escrever em paz, deixar os pensamentos fluírem e me deixar em paz por alguns minutos. O silêncio, algumas vezes, é o som mais acolhedor e generoso da face da terra. Tão quieto, esperando por mais um dia e eu, eu apenas digito com força pra que eu consiga escutar o som das teclas e ficar com mais uma dor de cabeça maluca.

É tudo bem mais do que simples sentimento sem forma e cor.
É, eu ando frustrada por não ter mais algum objetivo na vida. Cansada de ficar sentada nessa cadeira escrevendo a minha solidão insana. É que não é mais um momento de reflexão duradouro ou qualquer coisa desse tipo. É mais, muito mais!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Finalmente acabou. Eu não vou precisar ver suas caras por algum tempo.

Mesmo assim, algo em mim diz que vai continuar tudo igual e que nada, nada nesse mundo, poderia fazer isso melhorar.

Eu me assustei ao ouvir aquilo.

"Me ajuda. Me dá uma resposta! Eu imploro!" -- Eu sumpliquei baixinho encostando no vidro da janela.
"Onde ele está? Tenho certeza que está entre nós." -- Aquela voz me disse tão calma.

E agora...?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Às vezes é preciso...

Esperar bem mais que a verdade. Escolher as pessoas certas. Pensar que o amanhã não será igual a hoje, mesmo que você saiba que vai ser. Acreditar que nada vai dar errado, mesmo estando com medo. Esquecer de tudo por uns tempos. Saber ver certas coisas que você não quer ver. Esperar a vida te dar uma lição. Ficar quieto. Melhorar a situação, e parar de fingir que não é com você. Fingir que o tempo não está passando. Amar, viver, crescer. Não ter medo. Fazer apenas o que você quer. Viajar. Mentir. Andar sem rumo. Tocar o céu. E dizer "eu te amo". :)

Te amo muito. :)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Existem coisas simplesmente bem maiores do que isso. "A letra do pensamento mudou? Ficou mais clara?"
As semanas andam passando pela minha frente e simplesmente tudo o que eu vejo é o fantasma da minha própria saudade me perseguindo. 

É perto demais pra mim. É muito longe pra que eu consiga alcançar. Nada, nada, nada. Nadando em uma caixinha de surpresas, me chamando, me pedindo, eu não consigo sentir nada, nada, nadando mais uma vez. 
As vezes é preciso fugir de um lugar que para os outros parece perfeito, para que você ache um lugar bom e que sua cabeça fique no lugar.

Engordei novamente. Engolindo meus pensamentos novamente. Eu preciso parar de me esconder atrás dos meus desenhos e palavras sorridentes e mostrar finalmente que eu não estou bem. Preciso de um tempo. Talvez alguns anos até que eu volte ao normal. Só mais um pouco, por favor... 


terça-feira, 22 de junho de 2010

Cansada, cansada, cansada, cansada, cansada, cansada, cansada, CANSADA, CANSADA, CAN-SA-DA!

Fora do eixo, sem você, sem mim, sem mundo, só minhas folhas soltas e meus suspiros desesperadores. Não é absurdo? Eu devo estar precisando de uns livros, de umas mentiras que mais parecem verdade, uma agonia pra passar o tempo, uma vida, uma anta.
Talvez seja hora de parar de ignorar a mim mesma e tentar descansar um pouco. Preciso botar minha cabeça no  lugar. Talvez eu cole ela com uma cola extra forte pra que eu não tenha que ajeitá-la de cinco em cinco segundos.

sábado, 19 de junho de 2010

Talvez realmente haja algum sentido para esse meu ano sozinha. Talvez seja para que eu veja que eu realmente estou sozinha agora, e que eu aprenda a lidar com isso. Eu me sinto tão sem saída quando eu penso que as pessoas em que eu mais confio acham que eu estou apenas sendo dramática e que isso vai passar. Isso não vai passar tão cedo. Se em um ano não passou, não vai ser depois de um dia que vai. Eu espero incansávelmente pelo dia em que você virá me salvar dessa vida chata e me mostre bem mais do que simplesmente isso.
O tempo corre, e é um porre. Sentadinha, como sempre, no meu banquinho de madeira, observando, desenhando, esperando o tempo passar.

Hoje, em meio das minhas mentiras, eu encontrei um sentimento tão verdadeiro, que parecia tão real.
Soava na minha cabeça como um gongo. O suficiente pra que eu não tirasse aquilo da cabeça. O suficiente pra que eu fosse dar uma volta.

Será que eu já senti seus lábios colados sobre os meus e eu não me lembro? :)

Vaca C.

Eu já nem me lembrava o quanto você me causou ódio.

Eu me lembro de quando eles diziam 'é rodada, nem compensa', e de quando você me chamou de vaca sendo que o único ser de quatro patas de dá leite aqui, é você.

Sabe que eu me sinto extremamente melhor depois de ter escrito isso? *-*

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fidelidade e Amizade

Quando eu olhei pra sua cara dizendo "minha vida é uma droga" eu me lembrei que você destruiu a minha. Meus olhos pareciam querer explodir e eu segurei meus punhos para que eles não ficassem estampados na sua face durante alguns meses.
Mesmo assim, obrigada. Você me fez ver uma coisa extremamente importante: fidelidade e amizade andam juntas, e quando uma delas foge, tudo se destrói. :)

Letícia.

Não te vi hoje. Você está bem? Seus olhos continuam tristes?

Sabe, eu nunca, apesar desses meus cinco anos aqui, te vi sorrir, ou se quer ouvi sua voz. Dizem que você tem problemas de aprendizado, e além de tudo é tímida. Descobri seu nome depois de muitos anos, quando a Ana pediu para que nós ficássemos com você naquele passeio.

"Ela tem poucos amigos. O nome dela é Letícia. Por favor, vão dar uma volta com ela. Quem sabe vocês não se tornam amigas?" -- Ana disse com um sorriso no rosto.

Eu também não gosto das meninas da sua série. São todas tão chatas, não acha? Todas elas tão mimadas e cheias de frufrus. Fiz ginástica com elas por um bom tempo, quer dizer, na verdade só foi um ano, mas o suficiente para que eu passasse a odiá-las. Eu te entendo...

Baixinha, roliça, com cabelos longos e loiros, com cara de criança, bochechas bem rosadas e grandes, olhos escuros, pequenos, e tristes. Você nunca disse para seus pais que não gosta de lá? Eles nunca perceberam? O que você faz o dia todo?

Sempre te vejo sentada naquele banquinho olhando para mim e para a Júlia enquanto rimos de alguma besteira. É como se seus olhos gritassem. Me sinto um pouco mal quando te vejo ali, você parece sempre tão solitária...

Você é uma das poucas pessoas que eu realmente espero que você seja feliz. :)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vocês

Espero que não seja tarde demais pra te dizer tudo o que eu quero dizer sobre vocês.

Mas antes, eu vou começar com pequenas perguntas, e espero que respondam com respostas claras.

Vocês não se cansam de toda essa bobagem? Vocês não querem nada além disso? Vocês não querem outra vida? Pra que isso? Popularidade vai te servir pra que no vestibular? Vocês realmente acham que eu me importo com o que vocês dizem sobre mim nas minhas costas? Vocês não se cansam de nem ao menos tentar ser algo mais do simplesmente vossas bundas? Ou vocês acham que vão ficar com 'tudo em cima' pra sempre? Vocês acham mesmo que eu não percebo o quanto vocês me querem longe?

Agora, algumas perguntinhas para aquela vadia.

Você realmente acha que você vai ser a "bonitinha" pra sempre? Você acha mesmo que esse país tem solução, sendo que um dos maiores problemas são pessoas como você? Você acha mesmo que você é superior a mim? Você acha mesmo que eu não te odeio? Você realmente acredita que eu sou boazinha? Ou você acha que sua bunda está com com celulites demais pra que você consiga responder? Ah! Eu tinha me esquecido que seu cérebro É sua bunda. Isso é: se é que sua bunda não é oca.

Tudo bem, então vamos fingir que está tudo bem e costurar um vestido com babadinhos cor-de-rosa enquanto tomamos nosso cházinho de camomila sem gosto.

Por favor senhores, me ignorem. A Tontinha aqui vai sair daqui e provavelmente nunca volte. Continuem com a festa, IDIOTAS!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Talvez seja hora de mudar...

Eu acordei hoje de manhã e achei o ar limpo. Isso até me assustou um pouco -- já faziam dias que eu não sentia aquilo, apesar de nas outras vezes ter durado muito pouco. Eu não sei exatamente como isso aconteceu, -- nem se aconteceu de verdade -- mas eu acordei e estava tudo bem. Errada, mais uma vez.

Logo cedo já fui bombardeada pelos erros dos outros e todos eles esperavam que apenas eu resolvesse a situação. Me senti importante por um momento, mas o que eu queria mesmo era resolver a situação e fugir logo dali.

Por que eles não conseguiram resolver seus problemas sozinhos? Eles precisaram de mim pra que? Ah, sim. É muito mais fácil deixar que os outros resolvam seus problemas. Também é muito mais fácil botar a culpa nos outros e esperar que ele seja diferente. A ansiedade tomou conta de mim novamente. Eu mesma estava fazendo isso. Dessa vez, sou eu quem não aguenta mais.

Sempre foi mais fácil depender apenas de mim do que de outra pessoa, talvez seja hora de eu parar de esperar que as coisas ao meu redor mudem e ao invés disso, mudar a mim mesma. Hoje é um bom dia para achar um objetivo próximo, com o qual eu possa me distrair por algum tempo, e logo, eu encotrarei um motivo grande, que me dê motivos para estar aqui por mais algum tempo.

O céu está azul, o que significa que hoje a noite será fria, mas eu não me importo.

Talvez, seja hora de mudar e virar tudo de cabeça pra baixo, você não acha?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Amiga.

Sabe, eu sinceramente penso que eu dou tudo de mim pra você, e você só pensa em você mesma. Eu já não sei se nós duas somos a dupla perfeita.
Não é questão do meu pai não ter emprego aqui. Aqui não tem empresas, aqui não tem nada. Você sabe que eu sou ambiciosa e que o lugar dos meus sonhos com certeza não é essa maldita cidade morta. Você quer mais que eu fique aqui pra que VOCÊ não fique sozinha, não é porque você gosta de mim como amiga nem nada disso. Talvez você goste de mim, mas não tanto quanto eu gosto de você.

Você não poderia ser um pouco menos arrogante? Eu fiquei frustrada depois de ir caminhar com você hoje. Não é mais como antigamente que qualquer coisa poderia ser um assunto pra nós. Pela primeira vez na vida eu fiquei incomodada quando o silêncio que surgiu.

Eu te adoro. Eu não sei o que seria de mim sem você. Eu quero bem mais que isso, você já deve ter percebido.

Acabo de perceber que a única coisa que me mantinha com os pés colados no chão daqui, era você, mas se eu me sinto sozinha com você e sem você, pra quê não ir pra longe daqui? Eu sei que não vai ser agora. A falta de dinheiro e a crise financeira andam criando uma crise emocional em mim.

Talvez nós duas precisemos conhecer novas pessoas, sair mais, e esquecer uma da outra por uns tempos. Vai ser bom pra renovar a amizade, e isso é o que nós mais precisamos.

Talvez o problema não seja NÓS e sim EU. Você ainda não conseguiu perceber que eu ando passando por uma fase difícil, e se eu falar isso abertamente pra você, com certeza você vai dizer que é besteira. O melhor mesmo é juntar minha trouxa de 'besteiras' e sumir por uns tempos, só o suficiente para que eu melhore, e que eu possa voltar a ser eu mesma.

Será que eu vou explodir?

Eu pareço tão cheia, tão angustiada, frustrada. Eu realmente não imaginaria que as coisas terminariam assim. Foi bom enquanto durou, não é mesmo? Me dói no peito saber que nossos laços já não são mais os mesmos, entende?
Talvez você não entenda. É mais fácil pra você ignorar os problemas e deixar por isso mesmo.

Amiga querida, eu te amo muito apesar de tudo. Mas talvez, essa não seja uma hora muito boa para permanecermos juntas, por favor, apenas pare de esconder e finjir que está tudo extremamente bem, porque, não está.

Senhor, por favor, salve essa amizade. Eu não sei se apesar dos seus defeitos eu vou achar alguém que eu possa fazer tudo como você.

Meu Deus, quando é que isso tudo vai mudar?


sábado, 5 de junho de 2010

Copa do Mundo.

Eu não pensei que esses quatro anos passariam voando tão depressa. Fazem quatro anos? É isso mesmo?

Nesse tempo, minha vida virou de cabeça pra baixo, foi o tempo que eu juro que eu pensei que nunca iria passar. Tempo o suficiente para que eu crescesse , para que eu entendesse, para que eu risse de mim mesma por pensar tanto e tanta bobagem.
Eu me lembro daquele ano. Não, dois mil e oito não foi o ano onde tudo começou. Foi dois mil e seis.

Tantas coisas me passam pela cabeça agora, e eu realmente não sei o que escrever.

Sabe quando você apesar de ter saudade, não voltaria para aquele tempo? Eu não sei exatamente como isso funciona, mas eu sei que muita coisa mudou nesses quatro anos.

Há quatros anos, eu não me sentia gorda. Eu nem se quer me importava com isso. Não havia diferença entre ser eu mesma e fingir ser eu mesma, era tudo igual. Plutão ainda era planeta. Minhas pernas eram menores. E eu sinceramente achava que eu não iria ser mais uma menina idiota que se preocupa tanto com tudo. Provavelmente, se eu conhecesse a menininha que eu era naquele tempo, eu iria me achar uma perfeita pateta.

E eu ainda não era apaixonada por você.

O que será que vai acontecer comigo na próxima copa? 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Todos em silencio absoluto, mas seus pensamentos gritam em suas cabeças.

Tudo tão claro, tão inútil, eu vou embora.

Apenas o suficiente para que eu esqueça de mim, lembre de você, e sinta saudade. Como sentir saudade de um tempo que nem se quer existiu?

As pessoas daqui não parecem tão idiotas, tão entrigueiras, sem objetivo, sem futuro, sem amor, sem vida? Todos eles bonequinhos de plástico, esperando para que alguém mexa os pauzinhos e que suas vidas sem sentido passe a ser alguma coisa importante. Pra mim eles nunca vão ser importantes. Não o suficiente para que eu volte para a classe de idiotas que se deixa convencer.

Você não se cansa de viver num mundo onde as pessoas não são ambiciosas? Não querem um futuro, não tem planos, justamente como essa cidade. Meu lugar não é aqui. É tudo uma mentira ainda maior do que eu.

Espero não querer a ajuda deles, nem implorar por perdão só pra ser mais um bonequinho de plástico.

Talvez seja eu quem é complicada demais. Ando tão cansada, esperando o tempo passar sentada, pra que algum dia isso tudo mude, e rezando que o príncipe de cavalo branco venha me tirar daqui. Talvez o príncipe seja mais um insuportável, e não saberia lidar comigo. O que eu quero mesmo, é que você venha me salvar dessa besteira.

Você pensa em mim? Eu sinto tanto sua falta... E as reticências novamente me perceguem como se nada mais me importasse. Eu queria que você estivesse aqui, pra me abraçar, dizer que você está bem, que você realmente existe, e que nunca mais vai me deixar.

Por que eu sou tão louca, eternamente apaixonada por você? Você e os pontos de exclamações me perceguem. Agora só falta mais um mês. Será que vai demorar?

domingo, 9 de maio de 2010

Monólogo de duas pessoas.

Você me deixa tonta.

É apenas tudo que eu tenho a dizer.

Caramba! Que mania de me perguntar a mesma coisa sempre! Você já não está cansado? Já não sabe a resposta?

Você está acabando comigo, me deixando com fome, sem um lugar seguro pra onde ir. Me deixa em paz, droga.

Saia daqui! Eu já mandei! Não me faça digitar com força!

Eu nunca disse que eu não precisava de você! Mas isso já é demais! Saia daqui!

Sim! Isso é uma ordem, idiota!

Para com isso! Eu te odeio. Sai daqui!

Eu odeio falar com você! Você não entende que meu quadril já não aguenta tanto peso? Suas mãos me doem as costas. Quero ir embora daqui.

Para! Eu não quero mais gritar com você! Vê se me esquece. Vai procurar outra pessoa pra se divertir! Eu não quero mais ver sua cara!

Você me ama? VOCÊ ME AMA? E eu sou o Batman, sabia?

Odeio quando você me faz fazer essas malditas pausas pra pensar no que escrever. Talvez eu te... esqueça! Eu não vou dizer isso.

NÃO VOU DIZER! JÁ DISSE!

Tenho medo de mim mesma. O.O'

terça-feira, 20 de abril de 2010

A camiseta amarela.

Eu estava andando um dia por aí, cantando e assoviando, partindo contra o vento. Minhas mãos suavam dentro de meus bolços e meus cabelo se destrambelhava com o vento quente daquela tarde de verão. Nada, nada nesse mundo podia fazer daquele dia melhor! Estava errada, mais uma vez.

E como a brisa quente, eu vi você passar na minha frente e quase caí de costas. Eu tinha que fingir não ter te notado com aquela camiseta amarela fluorecente. Mentira, eu tinha te notado até se fosse uma formiguinha! 

Nada, nada nesse mundo podia me fazer tirar aquele seu cabelinho enrrolado da minha cabeça. "Caramba, ele tem o cabelo mais bonito que o meu." -- Eu pensei inconformada. Já estava quase indo trocar um idéia com você sobre os cremes que você usava nele, mas minha amiga me puxou pra uma maldita loja de sapatos que parecia reluzir mais que você. Droga. Te perdi de vista.

Cansada da caminhada e chateada por ter te perdido de vista, eu fui até a cozinha encher minha pança com alguma bobagem que minha mãe havia comprado no dia anterior. Sendo implusiva como sou, decidi ir olhar a sacada, e adivinha quem eu descubro que é o meu vizinho? O menino da camiseta fluorecente. '-'

domingo, 11 de abril de 2010

Você nunca teve noção...

E você precisa de mim pra tomar juízo. :)

Te amo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Be happy, dear. :)

Não tenho mais tempo para tuas desculpas esfarrapadas, nem teus lamentos constantes, muito menos tuas lágrimas falsas.

Chore o quanto quiser. Eu não vou mais escutar.
O disco virou queridinha, e eu não vou te ajudar. Não tenho culpa se você foi tão idiota a ponto de conseguir se largar sozinha no mundo. Babaca. 

Be happy, dear. :)

sábado, 20 de março de 2010

Melhoramento.

As coisas estão melhores agora.

Não entendeu? Só é que as coisas estão melhores agora. :o)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Festa do Chá.

Ela estava tomando o seu chá com o dedo mindinho levantado, o que quase fez com que ela derramasse o no seu caríssimo vestido cheio de babados feitos a mão. Não conformada com a maneira em que eu estava sentada na mesa na hora do chá, ela entrelaçou os dedos com unhas pintadas e me disse:

-- Como isso poderia ter acontecido?
-- Quem sabe. -- Eu sorri cinicamente.

Eu me dei bem, ela... ela nem tanto. Seu cabelo cacheado desmanchou, a maquiagem borrou, o vestido encheu de traças, as unhas ficaram mal feitas por ela ter lavado a louça da manhã seguinte.

Ah, sim. Lavar a louça não era uma de suas tarefas preferidas. Aliás, nenhuma tarefa era uma de suas preferidas, ela nunca foi obrigada a trabalhar naqueles serviços 'sujos'. O luxo acabou.

Ela deve ter falado muito mal de mim pra que aquilo tudo acontecesse, tadinha. :) Tão inocente. Voltou tudinho pra ela. :)

sábado, 13 de março de 2010

Se encontre no saco de arroz.

Imagine o mundo como um saco de arroz. Você é apenas mais um desses grãos tão pequeninos. Não pense que você não é importante; pelo contrário, sem você alguém poderia morrer de fome. 

Pense em todas as pessoas que você gosta num saco de arroz. Elas vão te alimentar para o resto da vida, nem que elas estejam apenas em suas memórias, ou que você tenha perdido contato, que você gostaria que estivessem perto de você. Você com certeza morreria de fome sem esses grãos.

Não pense que você é um grão qualquer, você mata a fome, você faz parte do saco de arroz de alguém.

Quando se sentir sozinho, coma arroz, você vai se sentir melhor. :)

terça-feira, 9 de março de 2010

Seja seu analista. :)

Me sinto gorda, inchada, sem esperanças. Não tenho um ombro amigo pra contar meus problemas, então resolvi usar você.

Analista: Qual o seu peso? Sua altura? O que espera da vida?

79,1/ 1,65/ Sinceramente? A única coisa que eu quero na vida é um namorado. :/

Analista: Um namorado? Logo você que se sempre se disse "nunca na vida vou chorar por homem"... é meio inesperado, não acha?

Talvez. É que faz quase um ano que eu não me sinto bem comigo mesma. Não consegui me perdoar desde aquele dia. Sinto que eu não sou boa o suficiente pra que alguem legal goste de mim. E aquela calsa da escola pra mim é a maior tortura existente na terra. Eu odeio aquela calsa com todas as minhas forças. '-'

Analista: Por que exatamente você não se sente bem? Por que você não conseguiu se perdoar? Por que você pensa que não é boa o suficiente? E por que não gosta da calsa da escola?

É que tem todas aquelas menininhas magrinhas, "bonitinhas", que arranjam um namorado que nem agua, e eu fico assim, esperando minha vez. :/ Não sei. Talvez foi porque eu me tornei tão fria a partir daquele dia, mas acredito que foi para minha própria proteção. É que eu menti pra mim mesma. Eu sabia que estava errada, e só de pensar nisso eu me sinto um lixo. Ah sei lá.:/ Não me sinto boa o suficiente porque eu não sou eu mesma com os outros. Eu tenho tanto medo. Parece que é só pisar em um lugar fora de casa que eu já visto minha armadura para não me machucar. Eu odeio isso. Queria ser outra pessoa. Não acho nenhuma das minhas partes legais. :( A calsa da escola marca minhas estrias e celulites e eu pareço mais gorda ainda com aquilo. Sem falar que eu deixo ela lá em cima pra tentar esconder a barriga. E o que me frustra mais ainda é que eu sou a única que faço isso por conta do meu peso. Eu odeio isso. :(

Analista: Você acha melhor qual das suas partes? Por que você é fria? Você continua mentindo pra si mesma?

Minhas partes? Não gosto de nenhuma. Se pudesse nasceria denovo pra ver se eu nascia mais legal. Nunca tive muitos amigos. Não posso contar com muitas pessoas. A minha parte boa fugiu de mim, nem ela me aguentou. :( Ah, sei lá, a minha maneira fria é meio complicada. Eu fico guardando tudo pra mim porque ninguém consegue entender que eu preciso de ajuda. :'( Continuo mentindo. Se eu falasse que não estaria mentindo mais uma vez. Mas eu realmente não sei o que eu vou ganhar com isso. :/ Eu choro todas as noites bem baixinho porque eu não quero que vejam meu lado fraco.

Analista: Por que exatamente você guarda tudo pra si? Por que você não gosta que vejam seu lado fraco?

Acho que eu ainda não achei nenhum retardado pra desabafar assim como todo mundo faz comigo. A questão é que nem eu mesma me aguento. Eu sempre quis ser mais forte que o normal, o que eu nunca fui, sabe? Nunca gostei que as pessoas me vissem sem meu "disfarce". :( Agora eu dei pra achar que vai passar. É só eu esperar. Sempre passa. Ou pelomenos eu espero. :/

Analista: Por que você quer ser forte? Você acha que algum dia sua mascara pode cair? Por que você pensa que é só você esperar que vai passar?

Eu me preocupo com coisas tão bobas. É que eu gosto dos mínimos detalhes. Odeio chorar, odeio. D: Com certeza algum dia vai cair, mas eu realmente não sei se espero que ela caia logo para que eu seja eu mesma de uma vez, ou se eu espero que ela caia depois para mim me esconder mais um pouco. :/ Não sei. É que sempre passou sabe? Mas tá demorando tanto...


Analista: Quando começou essa frustração?

No começo do ano quando nenhum menino me interessou. Eu passei as férias todas imaginando que no primeiro dia de aula eu iria achá-lo. Mas não foi assim. Isso acabou comigo.

Analista: Por que você acha que precisa tanto de um namorado?

Carência. Eu queria tanto alguém pra abraçar e que me dissesse que esta tudo bem nos momentos dificeis, e que me dissesse que me ama, e que me fizesse sentir importante ao menos uma vez na vida. Acho que o que me frustou também foi quando a J. encontrou o B. pra ter ao menos um objetivo na vida e eu não achei ninguém. Isso também acabou comigo. Eu sei que eu deveria entender que agora é a vez dela, mas eu também quero o melhor pra mim.

Analista: Um pouco de inveja?

É. Muita inveja eu diria. Mas acho que ela também faz de propósito pra falar "olha, eu tenhoo você não!".

Analista: Menina, vai tomar um simancol ,vai!  Ah! Ninguém merece esses emos de hoje em dia! :x

Fica comigo... até o fim da vida?

Agora eu descobri o quanto você me faz bem. Você é o ar que eu respiro, minha saliva, meu sangue, minha alma, meu tudo. Você é meu tudo. Não canso de repetir isso, nem que seja em silêncio. Você me ama mais que tudo. Você é meu. Tudo voltou para o seu devido lugar. A minha perfeição de vida voltou pra ficar. :o)

Quando você me aperta pela cintura, faz meu corpo estremecer, acaba com a minha sanidade se é que algum dia ela existiu. Se minha casa pegar fogo eu não sei o que eu vou levar, mas se meu coração pegar fogo, eu sei que você vai permanecer lá, intacto.

Você, logo você, com esse seu jeito independente, que não se importa com nada, que finge não se preocupar comigo, mas fica louco se eu deixo você ficar com seus amigos por apenas um dia, que diz que não se importa se eu  abraçar algum menino mas fica louco quando me vê fazendo isso.Você, que me joga na parede e sem pedir licença já vai envadindo meu corpo sem dó nem piedade.

Não vá devagar. Eu quero aproveitar o máximo de você. Você, minha paixão ardente, de cabelos cacheados e olhos claros, meu anjinho moreno, meu bem querer, minha vontade de viver, não desgruda de mim nem que seja por um segundo.

Eu te amo. Te amo muito. Ainda não tive chance de te dizer isso, e nem se quer sei o que é o "lance" que a gente tem. Você nunca me pediu em namoro, ou apenas pra ficar de rolinho nem nada, eu não me importo. Apenas continua assim. Eu gosto assim. 

Confunda minha mente, me morde o pescoço, me afoga com seu beijo doce, meu arregala os olhos de surpresa, mas continua assim, meu bem. Te quero pra sempre, te quero demais. 

Fica comigo... até o fim da vida?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Você nunca teve concerto.

Espero que eu esteja certa sobre você. Depois daquilo, nada mais me importou muito e os dias se tornaram mais rápidos, mais intensos, mais cheios de pensamentos, mais eu. Cansei de viver você. Cada passo, segundo, suspiro, palavra, folha rasgada, me lembra daquele tempo bom que me faz abrir um sorriso no rosto.

Já não importa. Você nunca vai ser o que eu esperei, e talvez o pior erro tenha sido meu. Você é só mais um rostinho bonito perdido nas minhas tripas, e eu realmente não me importo.
Você não entende o valor que pode ser dado á alguém, se quer entende o que é dar valor a si mesmo.
Você é só mais um pedaço dos meus desenhos sem linhas.

Você. Você é apenas a minha parte que eu não quero lembrar. Apenas a parte do quebra cabeça que faltava. Apenas aquilo que eu não preciso mais, o lixo.

Seja feliz com a sua ignorancia abtual. :)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Acreditar, realizar, desprender-se, amar.

Eu realmente não imagino o que isso pode se tornar. Na verdade, você tem uma facilidade imensa para conseguir me tirar do sério com esse seu sorrisinho. Obrigada meu Deus, por fazer vir o futuro, por me acordar pra vida!

Eu olhei pra fora e vi o brilho nas folhas de cana e apesar de tudo as coisas voltaram ao normal. Parece que tudo veio pra melhor. Mal posso acreditar que há um ano átras eu estava prestes a entrar na fase de maior cresciento emocional de minha vida, até agora. 

As histórias sem sentido da minha cabeça agora tem formato, e eu realmente espero que tudo dê certo.

"Você... Você acha que aqui é o lugar onde os sonhos se realizam?" -- Eu perguntei olhando a chuva cair na janela.
"Uma pessoa me disse que os sonhos podem se realizar em qualquer lugar. Basta realiza-los." -- Ele disse olhando para minhas mãos pintadas de carmim.

Apenas não acredito mais em jogos para prever o futuro. O futuro quem faz SOU EU! E ninguém, NINGUÉM em suma, vai tirar isso de mim!

Acreditar, realizar, desprender-se, amar, está tudo dentro de você. Basta acreditar. :)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Poemas sem sentido fazem a vida melhor.


Palavras saem dessa boca como suspiros em forma de canções decadentes, sem sentido, sem melodia. São como a brisa mais fresca, a verdade mais pura, o amor mais insoso, a existencia mais insignificante. O vento apenas me diz pra não esperar demais, eu posso me decepicionar. Apenas respiro. Respiro fundo. Esse poema sem sentido, me faz crer que os sonhos se realizam em qualquer lugar. Basta que eu os realize.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cansaço

Não fiz nada hoje.
Apenas deitei na cama e esperei o dia passar como se isso não importasse. 
Fechei os olhos.
Era apenas tudo o que eu precisava para que você saísse por um segundo da minha cabeça.

Não adiantou. 
Por um segundo você parecia não existir, parecia ter sumido sem deixar rastro. 

Respirei. 
Respirei o mais fundo que pude como se fosse a sua respiração.

Mergulhei.
Mergulhei no mais fundo poço que consegui.
Meus olhos doem e a cabeça quase tomba para um lado. 
Não era pra você ser uma coisa boa? 
Que me fizesse ter vontade de viver? 
Por que se tornou meu tormento?

Talvez seja melhor te esquecer, ao menos por enquanto.
Você talvez seja apenas fruto de minha imaginação.
Não me importo.
Apenas meu casaço valerá,
o que jamais valeu.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Esperança;

Obrigada Senhores, obrigada.

Kaoru Tada, querida. Obrigada por me fazer recuperar a fé, por me fazer crer que pra tudo tem um momento certo, e que se não foi agora; não é para mim perder as esperanças. Obrigada Deus, eu sabia que o Senhor tinha algo a me dizer. Obrigada.

Não importa o tempo que demore, eu vou encontrá-lo, e quando eu o fizer, eu prometo que vou agradecer todos e todos os dias. Por favor, me dê paciência.

Acho que eu me achei de novo no meio da minha bagunça. Não sinto essa sensação tão boa fazem anos, talvez. O vento parece ter levado todo passado embora, e o futuro parece ser limpo e bem claro assim como eu amo.

Essa minha sanidade vira pó com facilidade, mas acho que já deu pra notar. Andar com um sorriso estampado no rosto (a partir de agora) vai ser regra. Não quero que ele conheça minha parte rancorosa, quero que ele se apaixone pela minha loucura e unhas roídas.

Eu amo esse ar limpo.

Penso sempre no 'lugar onde os sonhos se realizam', mas percebi que os sonhos podem se realizar no lugar onde eu desejar. Sim, eu vou esperar quanto tempo for nessário, e enquanto isso, eu quero ficar linda. Quero que escreva em seu livro 'ela era provavelmente a mais linda dali, o lugar onde eu menos imaginaria que os sonhos se realizariam.'

O ar... não parece mais doce do que o normal? :)

O Ovo.

Eu contei mentiras só pra não sair da minha casca, era mais seguro ficar ali, apenas observando as coisas lá fora. Um dia, eu achei que era hora de quebrar um pedacinho da casca só pra ver como as coisas eram.

Não foi a hora certa.

Minha curiosidade quase me matou. Eu tentei reconstrir a casca mas, ela nunca mais voltou a ser redondinha daquela maneira. Sempre foi melhor viver ali, naquela casinha quente do que vir para um mundo frio, onde até as pessoas são frias.

Agora, depois de dois anos, eles querem me tirar da casca a qualquer custo. Logo agora, que a casca já estava quase reconstruída por inteiro. Eu não quero sair daqui.

Acho que eu não vou querer ter filhos. Não quero que eles passem por isso. Não quero mesmo.

Deus sabe o que faz. Algum dia, apesar de eu não saber quanto tempo vai demorar, nem se vai mesmo acontecer, eu vou continuar esperando, esperando pra que você me mostre um mundo quente fora dessa casca.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Choro.

Eu chorei. Chorei rios por sua causa, cretino.

Você acha que é muito fácil olhar para você mesma no espelho e ver aquela barriga pulando e jogar na sua própria cara "Meu Deus, como eu estou gorda!".
Você acha que eu realmente gosto de ter que usar a calça lá em cima só pra me sentir um pouco melhor. E você acha que eu amo usar vestidos de alcinha e 'camisetinhas apertadinhas' que nem as suas amiguinhas de bracinhos magrinhos.
Você acha que eu adoro que olhem pra mim e cochichem "nossa, olha quanta celutite nas pernas dela". Você acha mesmo que eu amo ser assim.

Cara, você já tentou emagrecer um quilo se quer? Você com certeza não imagina o quanto é difícil.

Preferiria que o mundo todo fosse cego. Iria ser melhor pra todo mundo. Talvez fosse melhor se fossem cegos e MUDOS, assim eu não teria que escutar nenhuma asneira.

Você conseguiu acabar com meu dia. Se era essa a sua intenção, você conseguiu.

"Mas porque as pessoas não emagrecem?" -- Aquela menina perguntou ao professor.
"A partir do momento em que elas perceberem que aquilo faz mal pra saúde, elas emagrecem." -- Disse o professor convencido.

Eu nunca mais esqueci daquilo. Como se fosse muito fácil.

Se as coisas não melhorarem, eu juro, EU JURO, que eu vou embora.

Ebora pra um lugar bem longe desse precipicio onde as pessoas são burras e não se importam com as outras pessoas.

Antigamente eu simplesmente me levantava e dizia 'não, não vai ser assim', mas agora eu me permito chorar. Eu nunca gostei de chorar porque, eu sempre me sentia tão fraca chorando, talvez a sensação de chorar fosse até pior do que o motivo do meu choro.

Se eu só falo com ela, é porque ela é a única que presta naquele monte de estrume. E eu aposto que você daria tudo para ter uma amizade como a nossa. Cara, meus motivos são meus motivos e ponto.

Eu devia ter acreditado no que a H. disse.

É nessas horas que eu vejo os quanto eu sou inocente.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Apenas amor.

O jogo da sedução é uma merda.

Cada vez mais eu vejo que se, você não deixar as coisas rolarem naturalmente, aquela baboseira toda começa.

Minha irmã tinha razão. Eu realmente deveria escutar mais as pessoas, principalmente se elas já passaram pelo mesmo que você.

O pior é quando os dois sabem sabem o que querem, mas ficam naquela de 'vou ou não vou?'. E eu realmente espero um relacionamento real, com brigas, beijos (sim, muitos beijos), e eu quero surpresa, não algo do tipo, acabamos de nos conhecer e 'sabe que eu fui com a sua cara?'.

Espero suspiros.

Suspiros longos e sem sentido, que só de te olhar já me faz querer. Suspiros fundos que cheiram ao mais doce perfume de rosas vermelhas. Suspiros que arrepiam, que fazem dizer 'ai não, de novo?'.

Espero músicas.

Músicas marcantes, que farão que você se lembre daquilo pra todo sempre. Músicas compassadas com as batidas dos nossos corações acelerados.

Espero amor.

O amor que eu nunca senti. O amor mais intenso. O amor. O amor...

Você me faz acreditar

Que cada vez mais a estupidez se prolifera. Que o ódio pode dominar um ser por completo. Que você não é ninguém pra me julgar. Que você é realmente insuportável.

Sabe, existem três tipos de pessoas. As coraçõeszinhos, as bolinhas, e as estrelinhas. A primeira e a última com certeza você já pode imaginar o que significam, quanto a última (e mais besta) são aquelas pessoas tontas, que tentam se passar por alguém melhor do que é, aquela pessoa insuportável, entende?

Acho que você já pode imaginar em qual delas você está, não é? E o pior de tudo: você tenta se passar por estrelinha.

Você me faz acreditar cada vez mais que a capa é muito mais importante do que o livro, e que não importa se o livro é uma (em português bem claro) bosta.
Ainda não acredito como você é baixo. Baixo em duplo sentido, o que é pior.

Humildade pra você é uma palavra nula. Pra que ser humilde mesmo, Meu Deus?

Mas sabe de uma coisa? Cada vez mais eu vejo que aqui não é o meu lugar, e que provavelmente aqui não é o lugar onde 'os sonhos se realizam'. Tudo bem. As mudanças servem pra isso.

E provavelmente você está rezando pra que eu me mude. Não vou mudar antes de provar pra todo mundo o quanto eu sou bem mais do que a capa.

E quer saber mais? Você é um gayzinho de meia tigela que não se assume nem por decreto divino! Você é rídiculo. É isso que eu quero dizer.

Realmente espero que você receba isso de volta. :) E por favor, não se esqueça nunca do meu nome. Eu iria dizer que você vai trabalhar pra mim, mas eu não iria admitir alguém como você NA MINHA àrea.

Tenho pena de você. Você me dá nojo. Espero que você aprenda alguma coisa com a vida. Idiota. :)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

As coisas são realmente íncriveis.

Você,parado na frente dessa tela de computador, já pensou como as coisas são absolutamente íncriveis?

Cada vez mais eu vejo que quando é pra ser, vai ser e ponto. Ninguém mais discute o assunto.
O mundo... não é lindo? Como alguma força superior conseguiu criar uma coisa tão bela quanto o por-do-sol? Me pergunto isso todos os dias, e sinceramente, não me preocupo em achar resposta.

Quando todas as coisas erradas são colocadas em linha, e você simplesmente cai do mais alto penhasco da vida, você percebe o quão alto você estava, mas você sente que agora vendo as coisas de baixo, aquele penhasco nem era tão alto assim. Agora você está num bem maior.

Quando você admite os seus erros, a sua ignorância, a sua loucura, e a verdade sobre os fatos e você percebe que a gravidade não existe mais, você passa a viver melhor.

Acredite; a gravidade não é importante para seus pés.

Não acredite nas palavras do dicionário. Apenas viva-as da melhor maneira possivel.

Pense o quão íncrivel seria ver a primeira batida do coração de um bebê. Apenas pense. Respire fundo e tome coragem.

Então, as coisas não são realmente íncriveis? :)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estupidez Humana.

Existem duas coisas que não tem fim; a estupidez humana e o universo.Sobre o universo tenho minhas dúvidas.
(Albert Einstein)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A verdade é que...

Se eu não tivesse te conhecido, talvez eu não pensasse um milhão de vezes antes de fazer tudo. E apesar de você não ter entendido, eu ainda penso que você vai entender algum dia, e que meus erros são só erros e minha mente age por conta própria.
Você ainda vai entender tudo o que eu fiz. E eu rezo para que você passe por tudo isso assim como eu, porque, eu realmente quero que você cresça.

Obrigada Vida por me ensinar tanto. Obrigada por me dizer o caminho certo. Obrigada por me trazer ela. Ela que sempre depois dos tropeços me ajudou a levantar.

Já sei que o quanto mais longe você poder ficar de mim melhor, e sinceramente eu acho que assim vai ser melhor. Você não presta. E eu também não. :) Mas sabe de uma coisa? A verdade é que assim foi melhor mesmo. Agradeço todos os dias por ter aprendido isso bem cedo.

Você vai ficar longe dela agora e então nada mais salva a sua pele. Eu não sei se você percebeu, mas você está começando a afundar. Relaxa, depois da areia movediça ainda sobram uns fiozinhos de cabelo pra contar a história.

Sei que isso pode parecer idiotice, mas acredite; depois de perder tudo é que você percebe o quanto nada daquilo era realmente importante. :)

Não tenha medo de rir, de errar, de fazer besteira, de chorar, de amar. :)

Assim vai ser melhor acredite. :D