segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Errar.

Por que está me cobrando tanto de uma coisa que você sabe (ou ao menos achava que sabia) que eu não sei admistrar? Qual seu problema? Eu não sou uma máquina, não sou.

Se você cometeu o grave erro de criar um ser independente, isso já é problema unicamente seu. O que você quer que eu seja? Não, eu não quero ser o que você quer que eu seja. Apenas entenda que as minhas meras opiniões não são só opiniões, elas vão mudar minha vida toda e você não vai conseguir me impedir.

Me deixe errar sozinha ao menos uma vez na vida. Será que você não consegue entender que eu quero errar e que eu quero me arrepender e depois me acertar? Eu nunca fiz isso na vida!

Não passei apuros, não gritei, não chorei, não ri, não corei, não entendi, não fumei, não dirigi, não quis, não me importei, não fiz, não deixei, não achei, não perdi, não ganhei, não editei, não andei, não, não, não. Eu nunca fiz nada, nada.

Essa sua surpresa de ver como eu sou ao menos uma vez na vida não me chocou, você é totalmente previsível. Você realmente acha que eu sou bobinha, bestinha, tontinha, mas eu não sou. Não vou cometer o mesmo erro que você de acabar nessa vida infernal e não realizar nenhum dos MEUS sonhos em função dos sonhos dos OUTROS. EU NÃO SOU ISSO!

Eu sou egoísta, egocêntrica, idiota, feia, estúpida, retardada, incompreensível e posso ter todos os defeitos do mundo, mas quando eu quero, ah minha filha, quando eu quero eu faço de tudo e mais um pouco, mas eu consigo.

Que fique claro que eu não tenho culpa se você não aprendeu a voar. Minhas asas estão aqui e eu não vou deixá-las pra trás. Se você não sabe quem eu realmente sou, não é problema meu.

Não sou um objeto, não sou você, não sou ela, não sou ele, eu não sou ninguém além de mim, e você não vai conseguir me tirar isso.

O maior erro foi seu: deixou que eles fizessem sua cabeça e não aprendeu a ser você.


Você pode ter certeza que eu não cometerei esse erro.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Copo.

No espelho apenas uma imagem que já não é mais minha, apenas um corpo transparente, tão carente, e que quase não se nega a nada. Um corpo, só um corpo, preso a um copo. Copo sem fundo, apertado, e que quase rouba o fôlego. Só um copo, copo comum.
Copo que gostaria de quebrar, trocar tal carcaça por algo que não é meu, não sou eu, não sou. Trocar o miolo, talvez, seja a melhor solução para a solidão e para as consequências.
Apenas, apenas a cor, o laço, o traço, a cabeça e o copo, a carcaça nua, tão crua, tão ela, tão dela, e tão desanimada numa singela noite fria de sexta-feira. A última feira não lhe trouxe a folga, mas a folga, ah, ela já não sabe mais onde se escondeu, ou quer onde que se encontre.
O sono, cansaço, tédio, e o relaxo, ela sabe. E como sabe!

Copo, apertado, aguado e sem gosto, troque o miolo, troque a vida.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tenho sentido sua falta. Mal posso esperar para te abraçar mais uma vez.

Onde é que você se meteu, sr. Fujão?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sonho, sempre.

Os tantos que eu tinha, deixei para trás com as más recordações mas esqueci que mesmo sendo deixados para trás, eles não deixaram de existir. Quietos, lá estavam eles, parados naquela esquina, esperando como crianças órfãs com as mãos apertadas, que seguram com força a esperança de acharem seu verdadeiro paradeiro, um distante, e que talvez nem ao menos exista.

A vida toda me prendi a fatos reais, nunca quis me machucar, sair da área de conforto, mas agora, você simplesmente não sai mais da minha cabeça.
O senhor pode fazer o obséquio de se retirar daí? Pode vir até aqui para me apertar com força e sentir meu calor? Pode me dar mais uma dose dessa maldita dose viciante que é essa sua pele que eu nem ao menos experimentei? Gostaria de me servir mais alguns de seus doces beijos que me perseguem em meus banhos? Poderia tocar mais uma música para mim?

Poderia... Poderia nunca mais me deixar?

Sonho com você. Sempre.

Sempre.