Por algum motivo, eu estou me sentindo bem de novo. Isso é bom.
-- Você acha que esse semestre vai ser bom? -- Perguntei a ela.
-- Não. Acho que vai continuar tudo igual.
-- É. Eu também. -- Menti.
Vai ser tudo igual?
terça-feira, 20 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Por um momento eu quis estar no meio deles.
-- Você sabe que não vale a pena. -- Ela me disse pacientemente, com uma das mãos em meus ombros.
Fomos ao banheiro. Nem mesmo naquele lugar, o qual era considerado sagrado para nós, onde as fofocas e risadas rolavam soltas, pude ter um minuto de paz. Nada vai mudar. Eu sei disso. Eu nunca mais vou estar entre eles. Me dói um pouco saber disso, sabia?
Quero acreditar que ela esteja certa. Quero acreditar que eu não estou perdendo tempo, mesmo pensando que sim.
Eu definitivamente não posso mais chamar aquele lugar de casa.
Antigamente eu gostava de lá. Gostava de verdade, juro.
Eu sou só um ser humano qualquer. Tenho meus desejos guardados, ou melhor: trancados, dentro de mim. É quase impossível aguentar tanta pressão.
-- Daria tudo pra fugir daqui. -- Eu disse com os olhos cheios de lágrimas.
-- Eu também, mas agora não tem jeito. Você sabe como é.
-- Você acha mesmo que alguma coisa pode mudar?
-- Bem... -- Ela pensou um pouco -- Acho que só por meio de um milagre.
-- Eu já não aguento mais. É tudo tão doloroso. Parece que me enfiam estacas a todo momento.
Ela me olhou e abaixou a cabeça. Para ela também devia ser doloroso.
Eu me lembro daquele dia como se fosse hoje.
sábado, 17 de julho de 2010
Finalmente achei a porta da saída. Por um momento fiquei tão feliz por encontrá-la para sair desse inferno, mas ao mesmo tempo eu não sabia se era melhor sair de lá eu mesma, ou esperar alguém abrir a porta.
Tomei minha decisão: saíria sozinha daquele lugar.Ao girar a maçaneta, percebi uma certa dureza. Parei. Novamente, girei conformada de minha decisão. A maçaneta caiu em minhas mãos (literalmente).
Fiquei aos prantos em posição fetal. "Agora só me resta esperar que alguém abra a porta..."
Será que isso foi um sinal?
Tomei minha decisão: saíria sozinha daquele lugar.Ao girar a maçaneta, percebi uma certa dureza. Parei. Novamente, girei conformada de minha decisão. A maçaneta caiu em minhas mãos (literalmente).
Fiquei aos prantos em posição fetal. "Agora só me resta esperar que alguém abra a porta..."
Será que isso foi um sinal?
sábado, 10 de julho de 2010
Eu amo ficar sozinha aqui.
Eu posso escrever em paz, deixar os pensamentos fluírem e me deixar em paz por alguns minutos. O silêncio, algumas vezes, é o som mais acolhedor e generoso da face da terra. Tão quieto, esperando por mais um dia e eu, eu apenas digito com força pra que eu consiga escutar o som das teclas e ficar com mais uma dor de cabeça maluca.
É tudo bem mais do que simples sentimento sem forma e cor.
É, eu ando frustrada por não ter mais algum objetivo na vida. Cansada de ficar sentada nessa cadeira escrevendo a minha solidão insana. É que não é mais um momento de reflexão duradouro ou qualquer coisa desse tipo. É mais, muito mais!
Eu posso escrever em paz, deixar os pensamentos fluírem e me deixar em paz por alguns minutos. O silêncio, algumas vezes, é o som mais acolhedor e generoso da face da terra. Tão quieto, esperando por mais um dia e eu, eu apenas digito com força pra que eu consiga escutar o som das teclas e ficar com mais uma dor de cabeça maluca.
É tudo bem mais do que simples sentimento sem forma e cor.
É, eu ando frustrada por não ter mais algum objetivo na vida. Cansada de ficar sentada nessa cadeira escrevendo a minha solidão insana. É que não é mais um momento de reflexão duradouro ou qualquer coisa desse tipo. É mais, muito mais!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Finalmente acabou. Eu não vou precisar ver suas caras por algum tempo.
Mesmo assim, algo em mim diz que vai continuar tudo igual e que nada, nada nesse mundo, poderia fazer isso melhorar.
Eu me assustei ao ouvir aquilo.
"Me ajuda. Me dá uma resposta! Eu imploro!" -- Eu sumpliquei baixinho encostando no vidro da janela.
"Onde ele está? Tenho certeza que está entre nós." -- Aquela voz me disse tão calma.
E agora...?
Mesmo assim, algo em mim diz que vai continuar tudo igual e que nada, nada nesse mundo, poderia fazer isso melhorar.
Eu me assustei ao ouvir aquilo.
"Me ajuda. Me dá uma resposta! Eu imploro!" -- Eu sumpliquei baixinho encostando no vidro da janela.
"Onde ele está? Tenho certeza que está entre nós." -- Aquela voz me disse tão calma.
E agora...?
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