quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mais um fim?

Mais um fim pra minha coleção?

Não esperava que um namoro fosse terminar conosco. Nunca pensei que isso fosse acontecer. É duro crescer: as coisas ficam difíceis demais. Acho que talvez a gente tenha mesmo que nascer e morrer sozinhos...

Você... Você se lembra daquela música? Daquela dancinha que nós tínhamos? Lembra daquele banheiro do segundo andar? Lembra de quando a gente sonhava com aqueles idiotas? Das cartas? Dos bilhetes? Lembra... Lembra dos tempos em que a gente passava tanto tempo juntas e mesmo assim a gente não enjoava uma da outra? Lembra daqueles dias bem no início? Daquele friozinho? Lembra do meu diário peludinho? Eu queria aquela Júlia de quem eu escrevia no diário de volta.

Mas ela não vai voltar. Ela cresceu demais, até mais do que eu, e... Deve ser chato aguentar minha criancice.

Desculpa por não ter crescido junto com você. Desculpa se eu te atrapalho em alguma coisa. Desculpa por qualquer outra coisa aí.

Eu não queria te ter inteira pra mim. Eu só queria que você precisasse de mim. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Carta à aquela que nunca lerá.

Você foi a melhor amiga do mundo. Você sempre terá um lugar especial no meu coração mesmo que o tempo e as circunstâncias nos separem. Vou tentar me lembrar apenas dos bons tempos e esquecer esses que estamos vivendo agora. Mas é que tudo tem seu tempo, e acho que o nosso prazo de validade já passou.

Não digo que a culpa é do seu namoro, porque fui eu quem arrumei isso. Você está feliz demais pra se importar comigo, pra se importar conosco. Até entendo.

Sentirei sua falta por toda a eternidade e espero que possamos nos encontrar em outras vidas e rezo pra que você não cometa o mesmo erro dessa. Eu achei que amizade não se trocava por nada, mas ela tinha razão: a gente nasce e morre sozinho. Precisamos aprender a viver assim. Espero que eu faça parte das suas boas lembranças.

Perdoe-me por todas as minhas lágrimas, mesmo aquelas que você nunca soube (e nunca saberá) e por essas que choro agora. Perdoe-me por todos os meus erros, e se esse for um deles, eu vou te perdoar. Só espero que dê tempo de você perceber a bosta que você está fazendo antes que tudo vá pelo ralo.

Se lembra de quando você disse que nós ainda seríamos velhinhas e tricotaríamos juntas? Pois é, acho que tricô saiu da moda faz tempo. Se lembra das nossas músicas? Daquelas que fizeram e sempre farão parte da nossa existência tão medíocre? Lembra das besteiras que nós fizemos? Das cartas? Lembra dos regimes malucos? Das noites do pijama? Dos nossos planos?

Acho que agora você tem outra pessoa pra envelhecer junto, pra ter novas músicas, pra fazer besteiras, escrever cartas, regimes, pijamas e planos. Pergunto a mim mesma se você sente a minha falta tanto quanto eu sinto a sua, melhor amiga.

Por mais que você diga que eu te troquei, eu não troquei. Foi uma questão de não querer ficar sozinha. Acho que você nunca vai conseguir entender. Logo você, que sempre foi mais minha irmã que minha irmã e sempre me entendeu como se você tivesse um manual meu. Mas por que você não está decifrando meus pedidos de socorro agora?

Será que algum dia você vai perceber o quanto nós poderíamos ter sido?

Eu te amo e vou te amar pro resto da minha vida. Espero que você se dê bem na vida e realize seus sonhos. Eu desejo nada mais que tudo de melhor pra você. Espero que você mude de ideia antes que seja tarde demais.

Bib's.