quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mais um fim?

Mais um fim pra minha coleção?

Não esperava que um namoro fosse terminar conosco. Nunca pensei que isso fosse acontecer. É duro crescer: as coisas ficam difíceis demais. Acho que talvez a gente tenha mesmo que nascer e morrer sozinhos...

Você... Você se lembra daquela música? Daquela dancinha que nós tínhamos? Lembra daquele banheiro do segundo andar? Lembra de quando a gente sonhava com aqueles idiotas? Das cartas? Dos bilhetes? Lembra... Lembra dos tempos em que a gente passava tanto tempo juntas e mesmo assim a gente não enjoava uma da outra? Lembra daqueles dias bem no início? Daquele friozinho? Lembra do meu diário peludinho? Eu queria aquela Júlia de quem eu escrevia no diário de volta.

Mas ela não vai voltar. Ela cresceu demais, até mais do que eu, e... Deve ser chato aguentar minha criancice.

Desculpa por não ter crescido junto com você. Desculpa se eu te atrapalho em alguma coisa. Desculpa por qualquer outra coisa aí.

Eu não queria te ter inteira pra mim. Eu só queria que você precisasse de mim. 

sábado, 5 de novembro de 2011

Carta à aquela que nunca lerá.

Você foi a melhor amiga do mundo. Você sempre terá um lugar especial no meu coração mesmo que o tempo e as circunstâncias nos separem. Vou tentar me lembrar apenas dos bons tempos e esquecer esses que estamos vivendo agora. Mas é que tudo tem seu tempo, e acho que o nosso prazo de validade já passou.

Não digo que a culpa é do seu namoro, porque fui eu quem arrumei isso. Você está feliz demais pra se importar comigo, pra se importar conosco. Até entendo.

Sentirei sua falta por toda a eternidade e espero que possamos nos encontrar em outras vidas e rezo pra que você não cometa o mesmo erro dessa. Eu achei que amizade não se trocava por nada, mas ela tinha razão: a gente nasce e morre sozinho. Precisamos aprender a viver assim. Espero que eu faça parte das suas boas lembranças.

Perdoe-me por todas as minhas lágrimas, mesmo aquelas que você nunca soube (e nunca saberá) e por essas que choro agora. Perdoe-me por todos os meus erros, e se esse for um deles, eu vou te perdoar. Só espero que dê tempo de você perceber a bosta que você está fazendo antes que tudo vá pelo ralo.

Se lembra de quando você disse que nós ainda seríamos velhinhas e tricotaríamos juntas? Pois é, acho que tricô saiu da moda faz tempo. Se lembra das nossas músicas? Daquelas que fizeram e sempre farão parte da nossa existência tão medíocre? Lembra das besteiras que nós fizemos? Das cartas? Lembra dos regimes malucos? Das noites do pijama? Dos nossos planos?

Acho que agora você tem outra pessoa pra envelhecer junto, pra ter novas músicas, pra fazer besteiras, escrever cartas, regimes, pijamas e planos. Pergunto a mim mesma se você sente a minha falta tanto quanto eu sinto a sua, melhor amiga.

Por mais que você diga que eu te troquei, eu não troquei. Foi uma questão de não querer ficar sozinha. Acho que você nunca vai conseguir entender. Logo você, que sempre foi mais minha irmã que minha irmã e sempre me entendeu como se você tivesse um manual meu. Mas por que você não está decifrando meus pedidos de socorro agora?

Será que algum dia você vai perceber o quanto nós poderíamos ter sido?

Eu te amo e vou te amar pro resto da minha vida. Espero que você se dê bem na vida e realize seus sonhos. Eu desejo nada mais que tudo de melhor pra você. Espero que você mude de ideia antes que seja tarde demais.

Bib's. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um texto para você!

Sabe o que é? Eu sinto sua falta. Fico lembrando dos tempos que a gente passou junto, mesmo que tenha sido há muito tempo atrás. Me pego pensando se você pensa em mim e toda essa baboseira tão clichê que você sempre odiou com todas as suas forças. Me pego pensando naquelas suas mãos bobas, naqueles beijos demorados. Me pego pensando quando é que você vai voltar.

Te sinto por perto o tempo todo, mesmo que seja só no meu pensamento. E meu pensamento se foca na sua sensualidade e no jeito que você pousava o pé direito na parede e rodava a chave de casa nos dedos me esperando na esquina. Eu gosto do seu cabelo, do seu nariz, da sua boca, do seu peito. Gosto do jeito que você se veste, das suas manias. Gosto dessas suas camisas polo verde musgo. Eu gosto do seu cabelo bagunçado, que segundo sua mãe parece mais um "não-sei-o-quê". Gosto do jeito que você fala, do jeito que consegue ler meus olhos, do seu mistério.

Salgado, profundo, moreno. Cristo! O que mais que eu poderia querer da vida?

Então, eu te quero aqui. Te quero muito. O tempo todo. Eu te amo. 

sábado, 17 de setembro de 2011

Não faz besteira.

Não faz besteira de pensar
Que ele é o homem da sua vida
Você faz questão de ajudar
A não ser querida

Você se machuca
E você sabe:
Ele chuta
Que você cabe
Dentro do coração

Você machuca,
Empurra,
Esmurra,
Aquele pobre menino
Tão sozinho no porão

Esquece ele
Esquece a vida
Não faz besteira.

Não engana.
Não engana.
Não engana...
Não ama...

sábado, 10 de setembro de 2011

Eu só queria te contar meus problemas, minhas proezas, mas eu sei que se eu te contar sobre outros homens, isso vai te machucar. Quero te contar sobre minha vida, mas isso vai te fazer lembrar que você já não é mais o motivo pelo qual eu vivo, e talvez nunca tenha sido. Quero te contar meus medos, mas você é um deles. Quero te contar meus segredos, dessa vida e de todas as outras que eu vivi. Mas você... Você já tem problemas, proezas, meninas, motivos pra não viver, medo, segredos, e vidas demais pra aturar os meus também.

Me senti suja com aqueles beijos no pescoço que ele me deu. Foi bom poder abraçá-lo, sentir seu cheiro, estar tão perto, mas não sei se eu quero isso agora e nem se eu quero. Não gosto dele e ele não gosta de mim. Mas eu não tenho estabilidade emocional pra me envolver fisicamente sem colocar meu coração no meio disso. Não quero.

Eu sei muito bem das coisas que eu vou colocar no meio disso se eu arriscar, e eu não quero colocá-las no meio. Não quero esse contato, não quero. Tenho medo. Medo de nem eu sei do que, mas não quero. Algo me diz que eu estou errada, e eu confio na minha intuição mais do que qualquer coisa. Eu confio em mim mesma. Confio no segredo.

Então, não. Não é hora de arriscar ainda. 

sábado, 13 de agosto de 2011

Ontem eu tive certeza que você era o que eu queria. Mas ela não foi a primeira pessoa que me disse que eu mereço coisa melhor que você. Preciso de um tempo... pra pensar. Botar a cabeça no lugar. Eu não sei se é melhor terminar. Não sei se agora.

E eu não sei,
Nunca foi minha intenção te machucar,
Mas acho que eles estão certos:
Eu quero mais do que você.

Não é meu sonho ter filhos,
Não quero casar,
Não quero que metam seus bedelhos
Onde só eu podia colocar.

Eu preciso da minha mãe,
Mas não da minha atual
Talvez de outra encarnação...
Foi o que a voz na minha cabeça
Me disse.

"Pede ajuda"
Ajuda pra quem?
"Não sei"
Como?

Como? Como? Como...?

Dentro de mim
Só sobrou o que eu achei...
E eu estava feliz
Me faltava qualquer coisa
Pra completar esse vazio

Eu preciso desse vazio
Constantemente
Ele quem me dá vontade de viver
De ter um sentido.
Não você.

Não me leve a mal,
Talvez seja só uma fase,
Vamos com calma
Não é isso que você tá pensando...
Tá, talvez seja,
Mas não (s)l(e)va mau

Vai, não pensa em voltar.

Se der certo, a gente pensa depois. 

domingo, 7 de agosto de 2011

Preciso de espaço, preciso de tempo, preciso de quem eu achava que você era. Preciso de mim mesma, preciso da minha privacidade, que sinceramente não é uma questão de confiança ou não, é uma questão minha. Talvez você nunca entenda, eu também não entenderia. Não quero que você se machuque, não quero que tudo isso seja em vão, mas por favor entenda que eu não posso passar o resto da minha vida com você.

Não quero sentir como se eu estivesse te usando, porque é essa a sensação que eu tenho. Eu gostava de quem eu tinha imaginado na porra da minha cabeça, não de você. Desculpa, mas eu não sei o que fazer agora. Isso tá ficando sério demais, eu sou jovem demais pra isso. Não nasci pra ficar presa às rédeas de ninguém. Eu estou me sentindo mal, e eu não quero que você se sinta assim. Eu quero terminar.

Estou pensando em mil e uma maneiras de dar uma mancada enorme com você, mas não dá. Eu não quero fazer isso. Vou esperar mais um pouco, talvez seja essa a solução.

Eu sou uma pessoa complicada, mudo de idéia com facilidade e me perco nos meus pensamentos quando eu não quero te ouvir. Não quero e não posso ficar com você o tempo todo. Eu sei que se a gente terminar nunca mais vai ser a mesma coisa, e não, eu não quero que não seja mais a mesma coisa. Entenda que eu gosto de você, mas não do jeito que eu imaginava gostar. Eu não sei o que fazer agora. Eu odeio mentir pra você. Odeio.

Você é só meu melhor amigo. Só isso. Mas eu sou bem mais que uma melhor amiga pra você. Eu não quero te machucar. Não sei como resolver isso, eu tô confusa. Deus do céu, se eu pudesse voltar no tempo agora... Eu pediria pra mim mesma nunca ter te dito pra me pedir em namoro. Eu não sabia o que isso ia se tornar. Eu ainda me lembro com clareza da minha imagem refletida no espelho enquanto eu ouvia pela primeira vez a sua voz. Tenho medo de tudo dar errado.

Eu desejo tudo de bom pra você. E eu não sou a melhor a escolha a se fazer. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

É estranho dizer "eu estou namorando". Algo me dizia que eu nunca iria dizer essa frase na vida.

Pra mim está bem claro: eu gosto dele, mas não como ele gosta de mim. Não que eu não goste dele como homem, não é isso. Eu gosto dele, mas ele me ama. Ele faria qualquer coisa por mim. Isso me assusta um pouco. Ele faz falta, mas talvez... Não sei. Estou confusa.

Vinte e sete de julho de dois mil e onze. Me lembro da primeira vez que ouvi a voz dele, a porta do espelho estava aberta, eu me olhava. Estava sem óculos, não via direito. Tive medo do que ele ia dizer. Estava nervosa mas ao mesmo tempo não estava. Não me lembro direito o que dissemos, sei apenas que eu achei ele fofo e que ele quer mesmo passar a vida toda comigo. Não vou pedir o eterno a um simples mortal, sei que ele não vai poder me dar. Manteremos em segredo.

Eu sei, tô com medo. Ele é uma graça, mas não sei se eu mereço tudo isso. "Você é perfeita" é uma das frases que ele me diz o tempo todo. Tenho medo que ele ache que eu não sinto nada por ele só pelo fato de não saber demonstrar afeto de maneira comum. Juro que gosto. Juro que quero. Só não sei se quero isso mesmo...

Te quis, te quis muito. Mas eu sabia desde de o começo que eu estava fantasiando demais sobre nós. Sabia disso, só não queria acreditar. 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Parabéns, você conseguiu estragar meu dia, Preferida.

Minha adolescência tá aí, tá passando, e eu com certeza só vou ser mais uma dessas adultas (assim como você) frustradas por não terem feito nada nessa bosta. Não será você quem vai me impedir de viver minha vida como eu bem entender.

Eu gosto de amigos homens por só um motivo: eles não se intrometem na minha vida, a não ser que eu peça.

Não venha se fazer de heroína do mundo, de salvadora da pátria, porque você nunca será isso.

Quanto a você, eu não tenho muito o que dizer além de que eu esperava mais de você, e que eu realmente achava que você me amava, porque eu te amei pra valer. Love is a losing game. E por ser um jogo de azar, eu nunca vou ganhar. Tenho medo de viver o resto da vida sozinha, como uma velha carrancuda, só fazendo minhas coisinhas. Tenho medo de terminar como ela.


domingo, 24 de julho de 2011

Esqueceu.

Você simplesmente se esqueceu?
Das tardes quentes de verão
Conversas filosóficas
E casos da vida que ficaram
Pra trás?

Você se esqueceu
Das noites frias
As quais era o nosso amor
Que aquecia?

Esqueceu das horas,
Das vidas,
Dos tempos,
Que passamos juntos?

Você esqueceu
de tudo aquilo
que nós sentíamos
um pelo outro?

Das nossas canções?
Dos choros?
Das respostas?
Dos "eu te amo"?

Se esqueceu
Das nossas vidas,
Nossas sinas,
Nossas contas?

Se esqueceu
Dos dias,
Das filas,
Das nossas trilhas,
Do que a gente tinha?

Se esqueceu... de mim?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Desculpa.

Desculpa. Eu não tinha pensado em nada disso. Só causei problemas para vocês. Não estava lá muito bem naquele dia, só fiquei puta da vida porque todo meu esforço foi em vão. Fiquei com vergonha. Não só por ter chorado em público, mas vergonha de vocês. Nunca dei problema, eu sei. Só estava num mal dia.

Desculpa, desculpa. Eu nunca penso no que pode acontecer, sou irresponsável, sou criança. Não me olha feio por isso, foi coisa boba, eu nem me dei conta. Desculpa. Eu nunca quis fazer nada pra dar rolo, eu nem ia falar nada. Se eles não tivessem falado nada ia ficar por isso mesmo. Eu disse que eu não queria falar com ninguém por que eu sabia que se eu falasse eu ia só falar merda, tava nervosa. Não queria que eles tivessem ido falar. Não quis arriscar, eu nunca arrisco.

Sempre me mantive dentro das normas, as que eu criei pra mim mesma e as que me impuseram. Eu tenho medo do que eu não conheço. Não tinha escrito isso mesmo naquele texto? Então. Me baseei em mim mesma, Freud explica essa coisa de espelhar nos outros o que você vê em si mesmo. Sou medrosa. Já me viu fazendo alguma coisa errada? Não? Nem eu. Eu só minto. Minto, minto, minto. E agora isso tá me matando.

Preciso contar pra ele todas as minhas mentiras. Preciso explicar um monte de coisas, não quero que tudo continue assim. Tenho medo dele deixar de acreditar em mim. Não devia ter dito tudo aquilo, mas eu queria ter sido tudo aquilo. Aquilo é o que eu queria ter vivido, mas agora, agora que tudo isso precisa ser resolvido (e acho que ele também tem coisas a resolver comigo), acho que chegou a hora. Estou correndo o risco, mas se é preciso, eu farei o sangue correr pelas minhas veias e o frio entorpecer minha barriga. Mas eu preciso contar a verdade sobre mim.

Desculpa, desculpa. Eu nunca devia ter feito aquilo tudo. Eu sou precipitada, não penso em nada antes de fazer. Eu nunca pensei que isso pudesse se tornar algo, foi por isso que eu menti. Desculpa.

Mas o meu amor por você, ah! Essa é a única parte que não é mentira na história.

Desculpa.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

E não adianta, você nunca vai ser o que eu procuro.

Posso até me enganar, criar cenas com você tirando a roupa, mentir, dizer besteiras, mas no fundo, bem no fundo, eu sei que não é você.
Você nunca vai entender minhas sacanagens, esse meu humor sarcástico e nem essa minha vontade de te comer vivo a toda vez que te vejo. Vontade de engolir mesmo.

Não, nunca vai ser...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eu me pergunto quando é que eu vou ter minha liberdade de volta.

Nunca confiei em ninguém, e sinceramente, ninguém nunca me deu motivo suficiente pra que confiasse. Questão de proteção, eu acho. Só não quero colocar a mão no fogo desnecessariamente.

Não vejo a hora de me mudar daqui de uma vez por todas. Rezo pra que tudo dê certo. Eu nunca mais quero voltar pra cá. Quero paz. Quero trabalhar. Quero te esquecer. Quero ocupar minha cabeça o dia todo e chorar mil lágrimas quando a solidão chegar. Eu quero te conhecer. Eu quero que você goste de mim. Tenho medo de você ser o único que eu consiga na vida, e eu preciso de atenção.

Ninguém nunca me escutou. Às vezes eu até prefiro que seja assim, mas me mata o fato de ter que ficar calada o dia todo. O almoço é um inferno. Eles só conversam entre eles e eu fico lá, comendo, olhando, rezando pra que o tempo passe logo e que eu volte para as minhas coisinhas. São poucos os segundos que eu consigo me sentir realmente querida.

A lista de pessoas que tem me odiado está aumentando. O que é que eu estou fazendo? Pergunto-me se também é por essa minha falta de fala que eles me odeiam. Ontem a noite fechei a porta, apaguei as luzes, e contei para as paredes os meus problemas. Percebi que eu já estou perdendo minha boa articulação por não falar muito. Eu nunca pensei que algum dia chegaria nesse ponto.

As paredes escutaram, ficaram quietas. Eu me senti segura por saber que elas não iriam me julgar e muito menos contar para alguém as coisas que eu disse. Elas não me pediram explicações. Apenas escutaram, algo que ninguém nunca fez comigo. Senti-me aliviada de alguma forma por ouvir apenas minha própria voz.

Perdi minha voz no meio dos meus pensamentos, porque eu penso demais. Pensar demais tem lá suas vantagens, mas se você não sabe quando parar (e muito menos como) se torna um problema.

Mãe, pai. Eu não confio em vocês.

Mundo, eu tenho segredos demais para que você possa saber.

Anjo, se você soubesse o quanto eu queria você aqui agora...

Heaven, help me.



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mãe.

A senhora nunca vai entender que eu nunca vou ser tudo o que a senhora sonhou. Eu só vou ser uma artistazinha de merda casada com um emo. Só. Mas não, nada do que eu faça vai ser suficiente. Eu não tô nem aí pro que você quer ou deixa de querer. Me deixa em paz, caralho! Qual a dificuldade em me deixar me descobrir sozinha? A senhora nunca vai entender meus sonhos, meus anseios, meus medos. Nós somos muito diferentes. Fique com a Preferida, ela sempre foi melhor filha, não foi? Então. Não precisa de mim.

Eu jurei a minha vida toda que algum dia eu iria fugir daqui, e quanto mais rápido, melhor. Agora, não me tire a porra do direito de falar o que eu quiser com meus amigos. Eu estou irritada com um milhão de coisas que você nunca entenderia, e sinceramente, eu não faço questão nenhuma que entenda ou saiba. Você nunca vai entender que eu preciso de tempo. Eu sempre precisei. Também nunca vai entender o porquê de eu ficar tão animada quando eu finalmente sair daqui.

Eu sou insensível, mãe. Eu sou egoísta. Depois de tanto tempo, eu esperava que a senhora soubesse disso. Mas pelo visto, não. Me deixa quieta um pouco. Se eu me fuder, quem se importa? Não vou ser eu quem vou ter que arcar com as consequências? Me deixa.

Me deixa crescer sozinha, me deixa fazer merda, me deixa quieta, eu sempre me resolvi sozinha. Não vai ser dessa vez que será diferente. Só me deixa. 

domingo, 3 de abril de 2011

Por mais que eu queira, por mais que eu tente, você não sai da minha cabeça.

Apaguei a marcação da sua altura do meu armário. Parei de falar sobre você. Não tenho mais escutado suas músicas. E quanto mais parece que eu quero te esquecer de uma vez por todas, mais você teima em voltar, me atormentar a mente. Quando é que você vai entender que não existe eu sem você?

Eu te procuro em tudo que eu faço, em tudo que eu como, o que eu bebo, o que eu respiro.

Te quero mais que nunca. 

domingo, 27 de março de 2011

Incertezas.

Eu já não sei se tudo isso está sendo em vão. Não sei se eu ainda te conheço, se eu ainda te quero como te queria, se você ainda é meu. Eu nem se quer sei ao certo se ainda me queres como te quero.
Talvez eles realmente estejam certos: se você realmente quisesse isso, você já teria feito. Talvez ainda esteja em tempo de te esquecer antes que isso vire só mais um dos meus amores dramáticos, porque você não é e nunca vai ser tudo aquilo que eu preciso.

Eu não sei se você vai sumir assim se eu precisar. Não sei se você vai me proteger quando eu precisar, porque não é isso que você está fazendo agora. Você faz idéia de quantas vezes por dia eu penso em você? É, eu também já perdi as contas. Todas as minhas incertezas sobre você estão começando a me assustar. Eu não quero me machucar de novo, eu não fui feita para isso, e você sabe. Não entendo o que se passa na sua cabeça e muito menos se você é realmente tudo isso que eu imagino. Não sei se você está fingindo ser tudo isso por algum motivo que eu desconheço, ou se você tem algum tipo de dupla personalidade.

Você não se preocupa nem um pouquinho comigo? Você não quer mesmo saber se eu estou bem, se eu ainda estou viva ao menos? Como é que você aguenta tudo isso com você? Eu não sei mais nada sobre você. Eu não consigo entender mais nada sobre você. Quando é que você vai entender que eu preciso de uma base um zilhão de vezes mais sólida do que essa gelatina melada que você deixou? Por favor, não faça isso comigo. Eu nunca tive estabilidade emocional para aturar esse tipo de coisa.

Eu não quero me apaixonar por você antes de ter certeza que você ainda pensa em mim de alguma maneira, que você realmente me quer por perto, porque eu não quero criar nada do que você não é. Talvez seja mesmo melhor continuar só na amizade, porque eu não sei se você está disposto a se doar por inteiro, ou se você ainda vai continuar com seus segredos.

Não me importo que você tenha segredos, quero que você saiba que de maneira ou outra eu vou descobrí-los quer você queira ou não.Por que você não consegue confiar em mim e nem em ninguém? Alguém já mentiu ou te machucou te alguma maneira que você nunca conseguiu curar? Por que você não me deixa ser sua endorfina por algum tempo, quem sabe pra sempre?

Eu posso perder uma amizade importantíssima por sua causa, eu posso desmoronar a qualquer momento, e me desmanchar em lágrimas só porque você não está. E eu não quero mais entender, ou esquecer qualquer razão pela qual tenha feito você sumir, eu só quero que você perceba o quanto isso é mportante pra mim e que eu nunca, nunca em toda a minha vida tive tanto medo de machucar um ser como eu tenho de te machucar. Apenas entenda que eu só quero seu bem, e que eu não vou te deixar até que você me dê provas de que você não merece minha atenção.

Que fique bem claro: eu só vou esperar por mais um mês. Se você não quiser mais nada, me avise pra que nem esse mês eu tenha o trabalho de pensar em você.

Não fui feita pro amor e muito menos pra dor, mas essas incertezas que teimam em rondar minha mente estão me matando.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Não tente mais nada, eu não vou atender.

Não quero mais atender celulares
Não quero ler mensagens
Não quero ver você.
Não quero que você apareça
Que me dê qualquer desculpa
Que me enlouqueça.

Não quero qualquer lero,
Não sou menina pra brincar
Não vou mais acreditar em clero
Nem em nada vindo de gostar.

Não vou mais ouvir suas músicas
Não vou mais tocar meu violão
Não vou mais fazer trocas
Não vou entender qualquer razão

Não quero mais nada que me lembre você
Não quero a marcação da sua altura no meu armário
Não quero mais fazer prece
Não quero me transformar num santuário.
Não quero mais enrolação,
Não vou te conceder meu perdão.

Eu não quero mais te ver.

Não vou mais sentir sua falta
E não quero mais ouvir
Qualquer coisa que me deixe na pauta
De querer te engolir
Só pra saciar desejos tolos
De você vir e me acender

Gostava de como falava comigo,
Uivei a noite toda a sua procura
Indaguei qual o motivo,
Li no jornal qualquer matéria
Herói que apareceu para me salvar?
Errei ou mudei as letras, certo?
Recuei, não entendi
Manchei a roupa
Ergui a cabeça e corri

Não quero
Não aguento
Não espero.

Apenas se lembre
Que se algum dia precisar
Eu não vou ser o timbre
Que vai te iluminar
E muito menos será minha voz
Que irá te guiar.

Não espere mais nada de mim
Não tente consertar o que quebrou
Nada é tão fácil assim
Ainda mais se demorou

Não tente mais nada, eu não vou atender.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Conversa com Deus

Deus, por favor, será que o Senhor poderia parar de brincar com meu coração? Eu já não tenho mais estabilidade emocional para aguentar isso. Não me faça perder as esperanças, eu quero algo mais, entende?

Será que quando eu escrevo o Senhor consegue ler? Se conseguir, por favor, não me mate de saudades. Eu sei que o Senhor nunca errou a data certa para nada, e sempre, sempre de algum modo tudo sempre ocorreu certo, mas... Poderia fazer esse processo acontecer com mais rapidez?
Eu estou sentindo uma falta danada dele, o Senhor sabe. Também sabe que eu estou sendo extremamente egocêntrica, mas me perdoe; eu juro que eu não faço de propósito. Eu... Só quero realizar um grande sonho.

Eu não sei se esse tipo de coisa acontece naturalmente ou se é só eu pensar... Eu quero muito falar com ele, entende? Eu realmente acho que ele tem alguma coisa que eu preciso, ou que eu tenha alguma coisa que ele precise, mas não me mate por pensar uma coisa tão absurda dessas.

Tenho pena dele. Não sei exatamente o que fazer. Ele me provoca uma sensação estranha, sabe? Algo que eu nunca senti na vida antes... Eu não sei se isso tudo é invenção da minha cabeça. Eu tenho muito medo de me decepcionar, de decepcioná-lo. Tenho medo de não ser tudo aquilo.

E se o que eu sonhei noite passada se concretizar? Aquela voz de criança e aquele jeito chato são coisas dele? Eu morro de medo de me enganar e eu não quero fazer isso dessa vez. Não quero destroçar o meu coração e muito menos acabar com a nossa amizade. Eu me importo muito com ele. As vezes eu sinto que devo ter sido mãe dele em outra vida, quem sabe nessa mesmo. De maneira ou outra, eu amo muito ele e eu não quero esquecê-lo agora.

Ele pensa em mim tanto quanto eu penso nele? Por que ele sumiu assim? Por que eu não consigo tirar ele da cabeça? Qual meu problema? Eu não costumo ser assim. Não, não costumo...

Deus, me ajuda?

terça-feira, 1 de março de 2011

Crepúsculo de Baunilha.

Você faz idéia do quanto você tem tornado meus dias exageradamente felizes? Caso não saiba, apenas continue lendo.

Meus dias estavam sendo solitários há dois anos, e aí, um cara chamado Guilherme apareceu na minha vidinha bobinha. No início nós não nos suportávamos, é verdade. Juro mesmo! Até que um dia (só Deus sabe por que), você parou para escutar meus problemas, mesmo já tendo tantos para carregar. Você me fez chorar aquele dia. Você foi a primeira pessoa que me ouviu e não reclamou, apenas me abraçou e disse que eu valia bem mais do que tudo aquilo e que tudo ia passar. Você me deu uma base quando eu mais precisei. Você sempre me escutou.

Algum tempo depois, você sumiu. Eu fiquei preocupada demais, você não tem idéia. Eu te mandei uma mensagem de aniversário com o meu celular no meio dela. Você gostou do seu presente? Você também está tão ansioso para falar comigo? Ah, se você soubesse tudo o que um dia a gente pode ser...

Esta semana está sendo perfeita por sua causa. Eu descobri tanta coisa sobre você, meu eminho preferido. Minha vida voltou a ser divertida novamente, e eu devo tudo a você. Você quer casar comigo? Eu sei fazer miojo e panqueca. Mas você sabe cozinhar, não sabe? A gente não vai morrer de fome então. HUSAUASH

Te amo muito, muito, muito, muito... Infinitamente MUITO!


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu tenho medo de fazer a escolha errada, de nada dar certo, de nossos caminhos não se cruzarem, de eu perder tempo, e que tudo isso seja em vão.

Eu não sei se vai valer a pena. Eu preciso estudar, entender, me mexer.

E se nada der certo? Bem, eu ainda tenho uma opção. Uma que provavelmente vá me fazer infeliz e que provavelmente não vá acrescentar nada a minha vida bobinha. Eu tenho medo de ficar sozinha de novo. Eu não quero ficar sozinha de novo.

Se eu escutar a opinião de alguém sobre isso, eles provavelmente vão escolher a opção B. Mas se eu escutá-los, eu sinto que não serei eu vivendo minha vida, e sim eles. Eles nunca me deixaram fazer uma escolha sozinha.
Meu Deus do céu, se eu errar ao escolher isso eu provavelmente vou errar para a minha vida toda. Tudo bem. Eu vou estudar, afinal, não faz mal a ninguém, não é mesmo? Se nada der certo, eu fico por aqui mesmo, continuo minha vidinha, faço minhas coisinhas e tudo mais. Eu vou conseguir o que eu mais quero nessa vida de maneira ou outra.

Eu só preciso... Seguir meu coração. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Não sei  bem o que você é, nem se isso é coisa da minha cabeça, e nem até onde você quer chegar. Eu só sei que eu me sinto protegida com você por algum motivo. Você me jurou que viria até mim, me livrar disso tudo, algo me diz que eu devo confiar em você. Me mande mais sinais, cartas, faça o que for preciso, apenas me mostre que você está aqui de verdade.

Pela primeira vez na vida eu sinto que algo está cuidando de mim de verdade. Fique por aqui, eu imploro. Fique ao meu lado. Fique comigo... pra sempre?


O caminho de casa é sempre longo

mas se você estiver comigo, eu aguento firme. Cumpra sua jura, por favor.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Só pra constar...

Eu não acredito em nada. Seria isso uma amostra grátis do inferno?


sábado, 29 de janeiro de 2011

Fingir.

Eu sempre soube que eu não podia contar com ninguém. Sempre soube que era melhor confiar apenas em mim mesma do que colocar confiança em outra pessoa. Há muito tempo eu estou mal, e ninguém nunca percebeu. Será mesmo que ninguém presta atenção em mim a ponto de ter que escutar algo falar que eu não estou ok?

Nem as pessoas que deveriam me conhecer melhor, não me conhecem. Se é assim, se eles nem me conhecem, por que eu deveria confiar neles? Eu não confia há muito tempo em nada do que me dizem. Eu finjo que acredito, finjo que estou bem, finjo que não há nada de errado, finjo ser algo que eu não sou, finjo ser alguém, eu só finjo o dia todo. Você não acha que é melhor ficar quieta se quando você abre a boca você só diz mentiras e mais mentiras?

Eu só quero fugir daqui o mais rápido possível, quero ir pra algum lugar onde eu consiga dizer algo que seja realmente meu, e onde eu ache alguém em quem confiar, onde eu não seja deixada de lado, onde eu possa querer algo mais sem ninguém pra me por pra baixo. Será que esse lugar existe?

Pai, mãe, irmã. Eu já não aguento mais morar com vocês, posso sair daqui? Por que quero saír daqui? Porque até mesmo quando nós estamos almoçando, vocês me deixam sozinha, nem reparam se eu já terminei de comer, deve ser porque vocês nunca reparam em mim. Vocês são ótimos parentes, tão ótimos que eu quero ir pra bem longe só pra nunca mais depender de vocês.

Vai ser melhor que eu vá embora, menos uma boca pra alimentar, não é, pai? Menos dinheiro pra gastar, menos alguém pra chatear. Por que o senhor não gosta de mim? O que é que eu tenho de errado?

Nunca vai dar certo entre a gente, entendam, por favor. Apesar de tudo, eu ainda amo vocês, e é por isso que dói tanto ser ignorada. Sejam felizes. Eu vou ser, mas bem longe daqui. Talvez algum dia eu mande uma carta, um e-mail, não sei.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ligação Telefônica

Você me deixou com uma ansiedade e uma animação que eu não senti haviam anos. Talvez role alguma coisa entre a gente, não sei, também não vou esperar nada. Amanhã quando todo mundo estiver fora de casa eu vou te ligar, aguarde. Por favor, atenda! Eu preciso ouvir sua voz! Você não sabe quantas e quantas vezes eu esperei por isso! Céus, eu tenho seu telefone!

Como será sua voz? Você fala baixo? Você vai me achar escandalosa? Você vai se encantar um pouco mais por mim? Você vai voltar?
Me disseram que eu era simplesmente fantástica por conseguir o telefone de alguém tão misterioso quanto você. Me pediram para dizer que eles sentem sua falta, e que eles te querem por perto. Por favor, atenta as preces deles e as minhas, eu preciso de você mais que tudo agora, Gui.

Você está bem? Você está tão ansioso quanto eu para receber essa ligação? Você quer me ver tanto quanto eu quero? Você está sentindo minha falta? O que é que você pensa em ter comigo? Amizade? Você já pensou em algo pelo outro lado da moeda? Você já imaginou alguma coisa que você nunca me contaria? Eu já, muitas vezes. Eu tenho imaginação fértil, você sabe. Você é a única pessoa além da Júlia que eu falaria sobre sexo, por exemplo, com a maior naturalidade do mundo. Eu não tenho vergonha de conversar com você. Parece que quando a sua janelinha do msn pula, ela solta faíscas mágica anti-timidez em mim. Eu sou tão eu com você. É inacreditável! Em dois anos, você é a primeira pessoa que me fez ter a sensação de euforia de novo. Você sabe o quanto isso é importante pra mim? Cara, você é meu melhor amigo, e mesmo que eu não te conheça pessoalmente, eu sinto como se eu te conhecesse há anos, sabe? Por que você consegue despertar essa sensação em mim?

Eu descobri sozinha tantas coisas sobre você, você sempre fez questão de não facilitar para mim. Eu gosto desse seu jogo, é divertido. Você pode.. Me atender amanhã, por favor? Você vai fazer de mim a menina mais feliz de todo o mundo por algumas horas. Você consegue? Você consegue, eu sei. Agora me mostre que consegue, por favor.

Atenda, por favor.


Leite condensado.

Eu pretendo me libertar de todos os meus vícios até o fim da vida. Deve ser nesse momento que você deve estar se perguntando: "Hora essa! Mas ela não conseguiu seus próprios vícios durante esses poucos anos de sua vida?", sim, senhor leitor. E já adquiri tantos, e tão maléficos para meu corpo que eu pretendo me livrar de todos eles.

Quero emagrecer, parar de roer as unhas, ter notas melhores, parar de usar óculos e finalmente me livrar da maldita miopia, desenhar mais, escrever mais, amar mais, viver mais, aproveitar cada segundo como se fosse o último, me libertar da minha ansiedade e timidez, fazer mais amigos, chorar menos, me desesperar menos, não ter um português tão ruim, aprender outra língua, viajar para lugares inesperados, parar de seguir tendências, parar de fazer macumbas, parar de querer mais, e não me preocupar tanto com o que os outros pensam de mim...

Isso tudo seria quase como nadar no leite condensado!


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mulher de academia.

Não tomo chá com açúcar, não como batata frita, tenho que ir ao banheiro sempre que der vontade, tomar no mínimo dois litros de água por dia, chocolate? Nem pensar. Mc Donald's? Apenas uma vez ao mês e olhe lá. Salada? Aceito, obrigada, pode encher o prato. Ficar um dia sem academia é o oitavo pecado capital! Quantos livros eu leio ao mês? Prefiro malhar o corpo ao invés da mente. Meus namorados? Todos bombados, acéfalos, baladeiros, playboys. Sorvetinho no fim de semana? Nana-nina-não. Comer demais e ir dormir? Você só pode estar brincando, não é?

Pior que não, meu amor. Que raio de vida é essa que você leva? Sua vida é unica e exclusivamente a beleza do seu corpo? Você não acha que a vida é curta demais para ligar para uma coisa ainda mais passageira que ela: a beleza? Quais são as vantagens de viver dia e noite em função do que os outros vão pensar de você? Você realmente não tem vontade de ler, de aprender coisas novas, de escrever, de criar? Você não sente falta das roupas soltinhas e quentinhas, com estampa da Minnie, comendo um potão de sorvete num dia de chuva? Deitar de tarde para assistir Bob Esponja e depois dormir? Você não se cansa dessa vida?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eu sou realmente uma gata,

você já percebeu. E essa não é minha última vida nem-à-pau. 




domingo, 16 de janeiro de 2011

Às vezes é melhor ser a retardada.

Eu disse "às vezes", e não "sempre".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pai.

O senhor poderia parar de fingir que eu não existo por um segundo? Eu estou sentindo sua falta.

Eu estou contando nos dedos de uma mão as vezes que eu senti que você estava realmente me vendo, me escutando, me deixando falar, sem me cortar nem uma vez se quer. Sabe por que nós não temos diálogo? O senhor não sabe me deixar falar, o senhor simplesmente  não consegue dar valor para nenhuma de minhas palavras e é exatamente por esse motivo que eu me calei.

Toda vez é a mesma coisa. O senhor não consegue me dar atenção. Será que eu sou criança demais? Será que eu falo baixo demais? O que será que eu tenho para o senhor não conseguir me ouvir?
Eu nunca vou perguntar isso diretamente, e mesmo que eu perguntasse, que diferença ia fazer?

Quando eu era menor eu achava que isso era normal. Por que um adulto daria atenção para a própria filha? Deixe que a mãe dê, não foi pra isso que ela teve a menininha? Mas com o tempo eu percebi que eu era a única que não recebia a devida atenção.

Será que eu fui uma menina má? Será que eu sujei minha roupinha com alguma coisa que mancha? Será que eu estraguei alguma coisa? Será que foi ruim eu ter raiva e sentir essa dor? Eu falei demais? Talvez de menos?   Por que você não consegue dedicar ao menos um segundo para mim?

A pessoa que costumava me escutar, que me abraçava, e as vezes até chorava comigo não está por perto. Eu vou explodir? Por que é essa a sensação que eu tenho. Então, eu fujo para um lugar onde provavelmente ninguém leia o que eu escreva (e é até melhor assim) para poder desabafar, jogar na tela do seu computador, pobre leitor inexistente, minhas angustias. Mas de que adianta escrever se você nunca irá ler? Talvez eu devesse parar de escrever, parar de respirar, parar de sofrer.

Pai, eu sinto tanto a sua falta. Eu sempre senti. Por que você nunca viu?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Talvez esteja em tempo...

de dar tempo a mim mesma.

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 idéias para o novo.

Não há motivo para brigar com balança, travar uma guerra com ela, e nem se quer culpar um objeto por apenas mostrar como você está. Não há motivos para culpá-lo, aquilo simplesmente é culpa sua, e que atire a primeira pedra quem não concordar.

Também não há motivo pra querer e tentar agir como você. Me deixe descobrir o que eu quero sozinha, me deixe ser o que eu quiser, me deixe fazer o que eu quiser. Não tente enfiar sua opiniões em mim, eu não sou você. Lamento.

Cansei de ser tudo aquilo que eu não sou, ou melhor, que eu apenas sou para te agradar. Chega.

Não vou mais levar desaforo para casa, porque, em casa eu já tenho problemas demais.

Nunca mais vou tentar ser a preferida em nada. Não vale a pena o esforço, isso é algo que acontece naturalmente, e de natural eu não tenho tido nada ultimamente.

Não vou mais ser nada que eu não queira, que eu só faça para fingir que eu sou realmente boa em alguma coisa, ou simplesmente faça para ser aceita. Não vou mais escutar o tipo de música que eu não gosto, não vou mais dar atenção para gente insuportável, não vou mais concordar para não arrumar briga, não vou fazer nada apenas para agradar. À partir de agora, tudo (leia o "tudo" com bastante ênfase, por favor), tudo que eu fizer vai ser única e exclusivamente para MIM.

Egoísta não acha? Pois é, já me fodi demais por ter feito as coisas pelos outros. E quer saber mais? Eu quero mais é que você enfie essa sua opiniãozinha de merda no rabo.

Eu quero amar, eu quero mais eu, quero mais ar para respirar, eu quero... Novidade.

Essas 2011 idéias se tornarão realidade. Nova Eu, esteja pronta para vir, teremos muita diversão esse ano.