quarta-feira, 16 de março de 2011

Não tente mais nada, eu não vou atender.

Não quero mais atender celulares
Não quero ler mensagens
Não quero ver você.
Não quero que você apareça
Que me dê qualquer desculpa
Que me enlouqueça.

Não quero qualquer lero,
Não sou menina pra brincar
Não vou mais acreditar em clero
Nem em nada vindo de gostar.

Não vou mais ouvir suas músicas
Não vou mais tocar meu violão
Não vou mais fazer trocas
Não vou entender qualquer razão

Não quero mais nada que me lembre você
Não quero a marcação da sua altura no meu armário
Não quero mais fazer prece
Não quero me transformar num santuário.
Não quero mais enrolação,
Não vou te conceder meu perdão.

Eu não quero mais te ver.

Não vou mais sentir sua falta
E não quero mais ouvir
Qualquer coisa que me deixe na pauta
De querer te engolir
Só pra saciar desejos tolos
De você vir e me acender

Gostava de como falava comigo,
Uivei a noite toda a sua procura
Indaguei qual o motivo,
Li no jornal qualquer matéria
Herói que apareceu para me salvar?
Errei ou mudei as letras, certo?
Recuei, não entendi
Manchei a roupa
Ergui a cabeça e corri

Não quero
Não aguento
Não espero.

Apenas se lembre
Que se algum dia precisar
Eu não vou ser o timbre
Que vai te iluminar
E muito menos será minha voz
Que irá te guiar.

Não espere mais nada de mim
Não tente consertar o que quebrou
Nada é tão fácil assim
Ainda mais se demorou

Não tente mais nada, eu não vou atender.

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