quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Perguntas malditas.

Tudo igual. Igualzinho! Ah, que loucura. Num dia estou na melhor fase da minha vida, e n'outro, eu estou me afundando. Cansada. Já não quero mais essa monotonia. Devo admitir que por um tempo foi bom, mas agora, já chega.

Tive inveja, devo admitir. Tive vontade de ser você, de estar no seu lugar, de conhecer novamente tuas entranhas. Não sei exatamente se eu tive esse sentimento desde sempre, ou se é apenas um sentimento repentino.

Será que ninguém percebe tantos olhos tristes espalhados por aquele inferno? Será que ninguém entende o real significado da maldita solidão? Será... Será que os seres humanos deixaram de pensar? Não era isso que os faziam especiais? Não era a maldita capacidade de amar? Não era tudo isso?! Onde foi parar a droga da compaixão? Da vida? Da alegria? Onde? Será que algum idiota pode me responder? Ou será que ninguém nem se quer sabe disso? Ou fingem não saber disso? Cadê? Cadê o que eu esperava? Cadê? ALGUÉM NESSE MUNDO PODE ME RESPONDER ESSA PERGUNTA MALDITA?

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