domingo, 26 de dezembro de 2010

Gasolina.

E eu quero mais é que tudo se exploda! Que o circo pegue fogo, e que você não tenha a quem recorrer quando precisar de ajuda. Que vire uma bagunça! Será que você vai aguentar o tranco? Um dia desses, num desses nossos esbarrões casuais, quem sabe você não implore pra eu voltar?

Quero mais é que você grite por socorro, perca o fôlego, fique com fome, procure caminhos sem saída. Quero que você tente me achar, quero que se mate de cansaço, e mais ainda: que engula todas as palavras que você me disse. Tomara que você se engasgue com todas elas e morra, mande um beijo pro tio San por mim, ok?

Corra, corra, corra, corra, não ache a saída. Você é burro demais para achá-la.

Quando precisar de mim, eu não vou estar aqui. Apenas me procure desesperadamente, faça o que for, mas eu não vou voltar.

Quando seu corpo estiver em chamas, pode ter certeza que eu serei a pessoa com uma garrafa de gasolina mais próxima. Mas, se me dá licença, eu vou sumir.

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